ANVISA APROVA USO EMERGENCIAL DE VACINAS CONTRA COVID-19

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Publicado domingo, 17 de janeiro de 2021 as 14:59, por: CdB

Perto das 15h, os diretores da agência federal aprovaram o pedidos de uso emergencial da CoronaVac, apresentado pela parceria entre o Instituto Butantan e farmacêutica chinesa Sinovac; e da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e apresentada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Por Redação – de Brasília

Com três dos cinco votos necessários garantidos, a Anvisa liberou na reunião que os analisa pedidos, o uso emergencial de duas vacinas contra covid-19. O primeiro passo foi do gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gustavo Mendes. Ele recomendou a aprovação do uso emergencial da CoronaVac.

A diretoria da Anvisa aprovou as vacinas CoronaVac e AstraZenica, para uso imediato

Ato seguinte, até perto das 15h, os diretores da agência federal aprovaram o pedidos de uso emergencial da CoronaVac, apresentado pela parceria entre o Instituto Butantan e farmacêutica chinesa Sinovac; e da AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e apresentada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Apesar de “incertezas” sobre a CoronaVac, Mendes recomendou o uso devido à pandemia, aumento de casos e ausência de terapia eficaz contra a covid-19. Além de confirmar a eficácia de 50,4% da CoronaVac, ele ressaltou que não foi possível calcular a eficácia da vacina por faixa etária, principalmente entre idosos.

— A quantidade de idosos (infectados na amostra) era muito pequena e não permitiu estabelecer perfil de segurança e eficácia da vacina para esse grupo — disse

Mendes ressaltou, ainda, que há dúvidas sobre a eficácia do imunizante contra casos moderados e graves, já que o número de infecções com esse quadro de gravidade também foi pequeno nos testes. Como já mencionado pelo próprio Butantan, a taxa de 100% de eficácia contra casos graves ainda não tem significância estatística.

Urgente

A Anvisa frisa que a decisão sobre ambas as vacinas vai se basear em pareceres de áreas técnicas e que, se aprovadas, serão usadas preferencialmente em programas de saúde pública.

Uma vez concedido o uso emergencial das vacinas, o Brasil já poderá, em tese, aplicar os imunizantes a partir desta segunda-feira, uma vez que a autorização precisará ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), que terá uma edição extra, neste domingo, com a decisão da agência.

Antes da apresentação técnica da CoronaVac por Gustavo Mendes, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou que, mesmo com o desenvolvimento de vacinas, a vitória sobre o novo coronavírus só será possível se houver “mudança de comportamento social”.

— O momento é de conscientização, união e trabalho. O inimigo é um só. A nossa chance, a nossa melhor chance nesta guerra passa, obrigatoriamente, pela mudança de comportamento social, sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada — declarou.

Medidas

Torres fez apelo a que o país siga as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias e especialistas, que desde o início da pandemia recomendam o uso de máscara, higienização constante das mãos, distanciamento social e evitar aglomerações. Medidas apontadas como únicas formas eficazes de evitar a disseminação ainda maior do coronavírus.

O contrário, portanto, do que diz e faz o presidente Jair Bolsonaro, que adotou postura negacionista desde o início do surto no país, em março passado e faz propaganda de “tratamento precoce” contra a covid-19. As instituições de saúde, no entanto, são unânimes em afirmar que não existe tratamento antecipado eficaz contra a doença.

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