Anvisa certifica farmacêutica chinesa que desenvolveu CoronaVac

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Publicado terça-feira, 22 de dezembro de 2020 as 13:30, por: CdB

A Sinovac, fábrica que desenvolveu a vacina CoronaVac contra o novo coronavírus, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, recebeu a certificação de boas práticas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Por Redação, com ABr – de Brasília

A Sinovac, fábrica que desenvolveu a vacina CoronaVac contra o novo coronavírus, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, recebeu a certificação de boas práticas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A certificação da farmacêutica chinesa foi dada a cerca de 10 dias antes do prazo previsto inicialmente
A certificação da farmacêutica chinesa foi dada a cerca de 10 dias antes do prazo previsto inicialmente

A resolução foi publicada pela Anvisa na segunda-feira no Diário Oficial da União, tem validade de dois anos e diz respeito à linha de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para a produção do imunizante e de produtos estéreis usados na formulação.

“A etapa finalizada é um dos pré-requisitos para a continuidade do processo de registro da vacina da Sinovac e de um eventual pedido de autorização”, ressaltou a agência, em nota divulgada na noite de ontem. O pedido de registro, no entanto, depende da divulgação de resultados sobre a eficácia da vacina pelo Butantan, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, segundo a agência.

Histórico

A certificação da farmacêutica chinesa foi dada a cerca de 10 dias antes do prazo previsto inicialmente. Antes de conceder o documento, uma equipe de técnicos da agência foi a Pequim, na China, fazer inspeção em uma fábrica da Sinovac para avaliar a qualidade da linha de produção. Após a visita , que ocorreu entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, foi encaminhado um relatório à Sinovac e ao Instituto Butantan com as conclusões.

“O plano de ação foi enviado pelo Instituto Butantan para a Anvisa no último dia 16. Já a avaliação técnica da equipe inspetora e a revisão técnica foram realizadas e concluídas no final desta semana. Assim, foram antecipados em cerca de 10 dias da previsão inicial a publicação da decisão sobre a certificação”, informou a Anvisa.

Oxford

Na mesma viagem à China, os técnicos da Anvisa também inspecionaram a fábrica que produzirá a matéria-prima que será enviada ao Brasil para a produção da vacina de Oxford/AstraZeneca, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesse caso, a certificação deve sair até o início de janeiro, segundo a agência.

 Voos procedentes do Reino Unido

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que já está adotando medidas preventivas nos voos vindos do Reino Unido, com o intuito de amenizar o risco de a variante da covid-19 que circula naquele país entrar em território nacional. As ações estão sendo implementadas na chegada nos aeroportos de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ).

Entre as ações, estão as de restrições de acesso ao Duty Free; o monitoramento dos procedimentos de limpeza e desinfecção da aeronave; a solicitação de informações sobre os passageiros e tripulantes à empresa aérea; o acompanhamento do trânsito dos passageiros até a área de imigração, orientando o distanciamento social e evitando a aglomeração.

Além disso, estão sendo feitas leituras de mensagens sonoras na aeronave, já em solo brasileiro, com a presença da autoridade sanitária. Antes do desembarque, as equipes fiscalizarão o interior da aeronave e darão orientações a passageiros e tripulantes sobre o monitoramento dos viajantes em solo nacional por autoridades brasileiras de saúde.

Os procedimentos começaram a ser implementados em um voo que pousou na segunda-feira no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). Segundo a agência, “nenhum passageiro ou tripulante declarou ter sintomas da covid-19”.

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