Apenas 17% dos presos recebem educação

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Publicado segunda-feira, 17 de julho de 2006 as 11:32, por: CdB

O Conselho Nacional de Educação vai estabelecer as diretrizes e orientações para a criação de uma política nacional de educação nas prisões brasileiras. O objetivo é oferecer mais alternativas de ensino e cultura à população carcerária, “lamentavelmente ainda jovem”, explica o professor Célio Cunha, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Apenas 17% dos presos são atendidos por algum tipo de ensino ou atividade cultural no País, disse ele.

Para o professor, existe um universo muito grande a ser atendido e compete ao governo criar condições para estimular a vontade dos detentos de retomar os estudos.

– A privação da liberdade não priva o cidadão das outras dimensões da vida, do direito à leitura e à educação de qualidade – afirmou.

São fatores que, para Cunha, estão na raiz do direito que todo preso tem de buscar a ressocialização, e essa oportunidade não pode ser subtraída.

– Ao contrário. Ela tem é que ser estimulada, o que certamente contribui para evitar uma série de problemas que ocorre nas prisões – disse. 

Segundo o professor, a educação por si só não produz milagres, mas com certeza ajuda em qualquer processo de recuperação, quando bem dirigida.