Apesar do esquema de segurança, ex-assessor de Bolsonaro novamente não aparece para depor

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Publicado sexta-feira, 21 de dezembro de 2018 as 18:14, por: CdB

Em nota, o MP-RJ afirma que a defesa do ex-assessor disse que ele precisou ser internado, “para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

O policial militar reformado Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), faltou mais uma vez, nesta sexta-feira, ao depoimento no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), em que explicaria a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta.

O senador eleito Flavio Bolsonaro posa ao lado de Fabricio Queiroz, ex-motorista cuja movimentação financeira passa de R$ 1,2 milhão
O senador eleito Flavio Bolsonaro posa ao lado de Fabricio Queiroz, ex-motorista cuja movimentação financeira passa de R$ 1,2 milhão

Em nota, o MP-RJ afirma que a defesa do ex-assessor disse que ele precisou ser internado, “para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”. Não especificou, no entanto, em que hospital ele se encontra.

O MP-RJ acrescentou que pretende sugerir ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), o comparecimento de Flávio Bolsonaro no dia 10 de janeiro para prestar esclarecimento sobre as suspeitas de corrupção. Familiares de Queiroz e outros assessores de Flávio Bolsonaro, todos citados no relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) foram chamados a depor no dia 8.

Relatório do Coaf

Segundo o Coaf, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em depósitos, saques e transferências suspeitas. A instituição considera atípicos os volumes e a forma como as operações foram realizadas.

Ainda segundo o relatório, há coincidências demais entre as datas de pagamento de salários da Alerj, depósitos em dinheiro vivo na conta de Queiroz e saques em espécie realizados por Queiroz.

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