Apesar da infecção e alta prorrogada, Bolsonaro diz estar ‘em plena evolução’

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Publicado terça-feira, 5 de fevereiro de 2019 as 15:18, por: CdB

Ainda no exercício da Presidência da República, embora completamente incapacitado para o cargo, Bolsonaro acusa inimigos de exercer ‘militância maldosa’.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta terça-feira, em mensagem no Twitter, que seu estado de saúde está “em plena evolução”. O pronunciamento ocorre um dia após a previsão de alta do hospital ter sido adiada devido a tratamento com antibióticos iniciado, após uma elevação de temperatura e complicações na cirurgia.

Jair Bolsonaro segue internado e não passou o cargo para o vice, general Mourão

“Há um gigantesco diferencial entre informar com imparcialidade e fazer militância maldosa. Meu estado de saúde neste momento encontra-se em plena evolução e estou feliz em compartilhar este sentimento com todos! Um dia de cada vez!”, disse Bolsonaro no Twitter, sem especificar a referência que fez em relação ao que chamou de “militância maldosa”.

Bolsonaro, de 63 anos, passou por cirurgia no dia 28 de janeiro no hospital Albert Einstein, em São Paulo, para retirar bolsa de colostomia, a terceira operação desde um suposto atentado a faca que teria sofrido, ainda na campanha eleitoral, em setembro do ano passado, em Juiz de Fora (MG).

Antibióticos

Primeiro, ele teve que passar por uma delicada cirurgia de emergência na cidade mineira por causa dos supostos ferimentos nos intestinos grosso e delgado e em uma veia abdominal. Depois, passou por uma segunda cirurgia para desobstrução intestinal.

A previsão inicial dos médicos era que o presidente passaria 10 dias internado, mas o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse na segunda-feira que Bolsonaro não deve ter alta antes do próximo dia 11 devido ao tratamento com antibióticos iniciado após elevação de temperatura na noite de domingo e, basicamente, um aumento de leucócitos.

Segundo boletim médico do hospital divulgado na segunda-feira, o presidente apresentou “elevação da temperatura (37,3°C) e alteração de alguns exames laboratoriais. Foi iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizado novos exames de imagem”.

Repouso

“Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia. Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local”, acrescenta o boletim, informando ainda que Bolsonaro estava “no momento sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva”.

Porta-voz da Presidência da República, o general de divisão Otávio Santana do Rêgo Barros não descartou a possibilidade de outra cirurgia, algo que vinha sendo descartado nos comunicados oficiais.

Rêgo Barros disse ainda que, desde domingo, o presidente tem se mantido em repouso e evitado fazer despachos de trabalho. Por ordem médica, ele segue com visitas restritas. O porta-voz disse que não há, por ora, uma movimentação para que Bolsonaro seja afastado da Presidência temporariamente para sua recuperação.

Impedido

O porta-voz também adiantou que não há previsão de compromissos oficiais para os próximos dois dias. Havia um planejamento inicial de que alguns ministros pudessem viajar a São Paulo para conversar pessoalmente com o presidente, o que foi adiado”.

Apesar do agravamento no quadro de saúde e a interrupção de qualquer atividade do presidente, o general Hamilton Mourão não voltou a assumir a Presidência da República. Bolsonaro não permite que ele retorne ao Palácio do Planalto, embora esteja claramente incapacitado para o exercício do cargo. Apesar da cena oficial, que implicou até a montagem de um gabinete no hospital Albert Einstein em São Paulo, Bolsonaro segue sem qualquer agenda e está proibido até de falar.

Somente no fim da tarde de ontem foi revelado, no boletim médico lido por Otávio Rêgo Barros, que Jair Bolsonaro apresentava febre desde o domingo e que iniciara uma terapia com antibióticos. Na versão oficial vigente até ontem, a recuperação de Bolsonaro era tão promissora que ele deveria ter alta nesta quarta. A saída do presidente do hospital, reconhece-se agora, não será em menos de uma semana.

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