Apesar das promoções, vendas no comércio caem pela segunda vez

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Publicado quinta-feira, 11 de novembro de 2021 as 17:24, por: CdB

Na semana passada, o IBGE apresentou uma queda de 0,4% na produção industrial, no mesmo período, somando quatro consecutivas, período em que acumulou perda de 2,6%. Embora os dados anuais se mostrem positivos, os últimos resultados reforçam a visão de que a sempre anunciada “retomada” da atividade econômica fracassou.

Por Redação – do Rio de Janeiro

O volume de vendas no comércio brasileiro voltou a cair. Desta vez, a retração foi de 1,3% de agosto para setembro, segundo informou nesta quinta-feira o IBGE. Foi a segunda retração seguida.

A moeda brasileira tende a se desvalorizar ainda mais com a alta nos índices de inflação
A moeda brasileira tende a se desvalorizar ainda mais com a alta nos índices de inflação

Na semana passada, o IBGE apresentou uma queda de 0,4% na produção industrial, no mesmo período, somando quatro consecutivas, período em que acumulou perda de 2,6%. Embora os dados anuais se mostrem positivos, os últimos resultados reforçam a visão de que a sempre anunciada “retomada” da atividade econômica fracassou.

Quanto ao varejo, o setor acumula crescimento de 3,8% no ano e de 3,9% em 12 meses, segundo o IBGE.

— Esse segundo mês de queda vem com intensidade razoável, mas em menor amplitude que agosto (-4,3%). Depois da grande queda de abril do ano passado, início da pandemia, veio uma recuperação muito rápida que levou ao patamar recorde de outubro e novembro de 2020. Depois tivemos um primeiro rebatimento com uma nova queda forte em dezembro e dois meses variando muito próximo do mesmo nível pré-pandemia, até março, mês a partir do qual houve nova trajetória de recuperação. Desde fevereiro de 2020, o setor vive muita volatilidade — afirmou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Inflação

Segundo o analista, um fator determinante na queda de setembro é a inflação.

— As mercadorias subiram de preço. Em combustíveis e lubrificantes, por exemplo, a receita foi -0,1%, totalmente estável, e o volume caiu 2,6%. O mesmo vale para hiper e supermercados, que passa de 0,1% de receita para -1,5% em volume — acrescentou.

Já o segmento que reúne vestuário e calçados tem queda expressiva em volume e receita, “sinalizando deflação gerada pela redução da demanda”.

Na comparação com setembro do ano passado, o movimento no varejo cai 5,5%. De oito atividades pesquisadas, sete têm redução. O de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, cai 22,6%. E o segmento que reúne hiper e supermercados, além de produtos alimentícios e bebidas, tem retração de 3,7%

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