Apoio de Jair Bolsonaro ajuda a naufragar candidaturas de prefeitos da direita

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Publicado quinta-feira, 12 de novembro de 2020 as 18:35, por: CdB

Na realidade, a imagem do presidente Jair Bolsonaro tem piorado, dia após dia, nos principais centros urbanos do país, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo a pesquisa do Datafolha.

Por Redação – de São Paulo

A pesquisa do Instituto Datafolha, que fora proibida por um juiz eleitoral, foi divulgada nesta quinta-feira e mostrou uma tendência. Tanto na prefeitura de São Paulo, onde o candidato Guilherme Boulos (PSOL) chega ao segundo lugar, com chance de representar a esquerda no segundo turno, quanto no Rio de Janeiro, o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aos candidatos da direita ajudou que elas naufragassem, em alta velocidade.

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella
Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, despencou nas pesquisas eleitorais desde o momento em que apareceu ao lado do presidente Jair Bolsonaro

Na realidade, a imagem de Bolsonaro tem piorado, dia após dia, nos principais centros urbanos do país, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, segundo a pesquisa do Datafolha. Os levantamentos foram feitos nos dias 9 e 10, com margem de erro de três pontos para mais ou menos.

O constrangimento causado aos candidatos locais pela simples presença do mandatário neofascista nas campanhas eleitorais também ocorre em Belo Horizonte e Recife. Em São Paulo, a rejeição a Bolsonaro é de 50%, oscilação positiva sobre os 48% da pesquisa anterior. Já a aprovação oscilou para baixo, de 25% para 23%, com a avaliação regular estável (26% ante 27%).

Derretimento

Bolsonaro é mais bem avaliado (30%) entre os mais velhos, e tem maior rejeição (66%) entre os mais jovens. Na capital paulista, seu candidato, o deputado Celso Russomanno (Republicanos), derreteu ao longo da campanha eleitoral. Ele a começou no fim de setembro na frente, com 29%, e marca agora 14%, um terceiro lugar numérico em situação estatística de empate com Guilherme Boulos (PSOL, 16%) e Márcio França (PSB, 12%).

Entre os eleitores de Russomanno, a aprovação de Bolsonaro mais que dobra, chegando a 50%, enquanto 27% o acham ruim ou péssimo. Assim, é possível dizer que a aposta do deputado fidelizou eleitores de nicho, mas o afastou do eleitorado mais amplo.

O líder da pesquisa, o prefeito Bruno Covas (PSDB, com 32% de intenções), vê 21% dos seus apoiadores aprovando Bolsonaro, enquanto 44% o rejeitam. Previsivelmente para eleitores de esquerda, só 1% dos que votam em Boulos acham o presidente ótimo ou bom, enquanto 88% o veem como ruim ou péssimo.

Crivella

Já França, que acenou ao presidente no começo da campanha mas agora busca distância comedida, tem 44% de seus eleitores rejeitando Bolsonaro. O aprovam 29%.

No Rio de Janeiro, a piora da imagem do presidente se deu no lado da aprovação, que caiu seis pontos desde a semana passada, passando de 34% para 28%. A rejeição seguiu estável (41% para 42%), enquanto o contingente dos que o acham regular subiu de 25% para 29%.

Lá, o candidato do Planalto é o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que está num distante segundo lugar na pesquisa com 14%. Entre seus eleitores, 66% apoiam Bolsonaro e 9%, o rejeitam, segundo a pesquisa do Datafolha.

Crivella está empatado tecnicamente com Martha Rocha (PDT, 11%), de quem 49% dos apoiadores dizem achar o presidente ruim ou péssimo, enquanto 23% o avaliam ótimo ou bom.

Rejeição

No terceiro lugar numérico está Benedita da Silva (PT, 8%), empatada tecnicamente com a pedetista e, no improvável limite da margem da erro, com o prefeito. De forma previsível, seu eleitor rejeita ainda mais o presidente: 70% de ruim/péssimo, ante 6% de aprovação.

No conjunto da população, Bolsonaro é mais bem avaliado por quem tem mais de 60 anos (34% de aprovação) e pior pelos mais ricos (61% de rejeição) e jovens (60%).

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