Após críticas de Bolsonaro, presidente da Fiesp valoriza democracia

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Publicado sexta-feira, 5 de agosto de 2022 as 14:37, por: CdB

O dirigente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, é filho do vice-presidente da República de 2003 a 2010, José Alencar. Ele afirmou, nesta sexta-feira, que “não deveríamos estar discutindo, a esta altura do campeonato, a urna eletrônica, e sim uma agenda para o país, como fomentar o desenvolvimento”, em referência às críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Por Redação – de São Paulo

No dia em que foi divulgado o manifesto ‘Em defesa da Democracia e da Justiça’ – de iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) –, o presidente da instituição, Josué Gomes da Silva, afirmou ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo considerar “natural” que os industriais assinem um manifesto em defesa da democracia.

Josué Gomes
Presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva sai em defesa da democracia

— Não existe liberalismo, economia de mercado ou propriedade privada, valores tão caros à entidade e ao setor industrial, sem que exista segurança jurídica, cujo pilar essencial é a democracia e o Estado de Direito — disse Silva.

O dirigente é filho do vice-presidente da República de 2003 a 2010, José Alencar. À agência brasileira de notícias Rede Brasil Atual (RBA), o economista Luiz Gonzaga Belluzzo se referiu ao presidente da Fiesp na semana passada como “uma pessoa progressista, democrática e inteligente”.

Semelhança

Josué afirmou, ainda, que “não deveríamos estar discutindo, a esta altura do campeonato, a urna eletrônica, e sim uma agenda para o país, como fomentar o desenvolvimento”. Um dos motivos que justificam o manifesto, acrescentou, é que não há como “ignorarmos a insegurança criada pela contestação da confiabilidade do sistema eleitoral e do Judiciário”.

Sem mencionar diretamente o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), ele comentou a semelhança entre os ataques à democracia e os graves acontecimentos de 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos, quando o ex-presidente Donald Trump se recusou a aceitar a derrota para Joe Biden e insuflou a invasão do Capitólio (o Congresso do país).

— Nós não podemos aceitar que um 6 de janeiro aconteça no Brasil — concluiu.

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