Apple adiará aumento de produção de novos iPhones

Arquivado em: Destaque do Dia, Tablet & Celulares, Tecnologia, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 27 de abril de 2020 as 10:40, por: CdB

A Apple está adiando em cerca de um mês o aumento da produção do novo iPhone, que será lançado no final deste ano, com a pandemia de coronavírus enfraquecendo a demanda mundial e interrompendo cadeias de montagem na Ásia.

Por Redação, com Reuters – de Bangalore/São Francisco

A Apple está adiando em cerca de um mês o aumento da produção do novo iPhone, que será lançado no final deste ano, com a pandemia de coronavírus enfraquecendo a demanda mundial e interrompendo cadeias de montagem na Ásia, publicou o Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o assunto.

Logo da Apple em frente à Apple store em Manhattan, Nova York
Logo da Apple em frente à Apple store em Manhattan, Nova York

A Apple deverá lançar quatro novos modelos de iPhone ainda este ano, acrescentou a reportagem.

Conectividade 5G

O jornal Nikkei havia publicado no final de março que a Apple estava se preparando para adiar o lançamento dos primeiros iPhones com conectividade 5G.

A reportagem do Wall Street Journal desta segunda-feira acrescentou que a Apple está reduzindo o número de aparelhos que planejava produzir no segundo semestre deste ano em até 20%.

A empresa, que tradicionalmente lança novos iPhones em setembro, revelou um novo modelo do smartphone de menor custo ao preço de US$ 399 no início deste mês.

A Apple não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência inglesa de notícias Reuters.

Apple e Google

Apple e Google atualizaram na última sexta-feira detalhes técnicos do sistema de monitoramento de usuários de seus dispositivos móveis que planejam lançar em maio e afirmaram que os novos recursos dão às autoridades dados mais detalhados, embora tenham afirmado que também fortaleceram proteções de privacidade.

O sistema anunciado em 10 de abril vai usar a tecnologia Bluetooth para que autoridades criem aplicativos que alertem as pessoas que estiveram próximas de quem testou positivo para o novo coronavírus.

As empresas dizem que a tecnologia que desenvolveram não usa dados de localização por satélite (GPS) e que armazena os dados sensíveis dos usuários de forma descentralizada. Governo europeus estão planejando sistemas que armazenarão os dados em servidores centralizados.

Sem o sistema desenvolvido por Apple e Google, os aplicativos criados por governos enfrentarão limitações como a necessidade de que a tela do aparelho seja desbloqueada para que a vigilância sobre o usuário funcione corretamente.

Segundo as companhias, os números que identificam os usuários serão gerados aleatoriamente e metadados como a intensidade do sinal Bluetooth e modelo do aparelho do usuário vigiado serão codificados junto com as informações das pessoas das quais ele se aproximou.

“Tempo de exposição”, como as empresas estão chamando o tempo de monitoramento que identificou a duração da proximidade de dois aparelhos, será arredondado para intervalos de 5 minutos, para impedir, segundo as duas companhias, a equiparação dos aparelhos às pessoas.

O Bluetooth poderia gerar falsos alertas

Especialistas temiam que o sistema que o Bluetooth poderia gerar falsos alertas, uma vez que os sinais de rádio emitidos podem transpassar paredes e podem ser captados mesmo que momentaneamente, o que poderia comprometer a qualidade dos dados de vigilância recolhidos em prédios de apartamentos, por exemplo.

Apple e Google disseram que agora o sistema vai indicar dados sobre os níveis de sinais Bluetooth para melhor estimar quão perto dois celulares ficaram próximos e por quanto tempo, permitindo às autoridades definirem seus próprios limites sobre quando os alertas são enviados às pessoas.

As empresas também disseram que a plataforma vai fornecer dados sobre quantos dias se passaram desde o último contato com uma pessoa monitorada.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *