Apple planeja vender Macs com processador próprio

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Publicado quinta-feira, 23 de abril de 2020 as 10:58, por: CdB

A Apple planeja começar a vender computadores com processadores próprios no próximo ano, que serão baseados em chips atualmente usados em iPhones e iPads, informou a Bloomberg nesta quinta-feira.

Por Redação, com Reuters – de Bangalore/São Francisco

A Apple planeja começar a vender computadores com processadores próprios no próximo ano, que serão baseados em chips atualmente usados em iPhones e iPads, informou a Bloomberg nesta quinta-feira.

Apple planeja vender Macs com processador próprio a partir de 2021, diz Bloomberg
Apple planeja vender Macs com processador próprio a partir de 2021, diz Bloomberg

A companhia está trabalhando em três processadores para seus computadores. Os chips são baseados no processador A14 da próxima geração do iPhone, sugerindo que a empresa deixará de usar os fornecidos pela Intel, acrescentou a reportagem citando fontes familiarizadas com o assunto.

A Apple não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência inglesa de notícias Reuters.

Falha em iPhones e iPads

A Apple está planejando consertar uma falha que uma empresa de segurança digital afirma que pode ter permitido que mais de meio bilhão de iPhones ficasse vulnerável a hackers.

A falha, que também existe em iPads, foi descoberta por Zuk Avraham, presidente-executivo da empresa norte-americana de segurança forense ZecOps, quando estava investigando um sofisticado ataque contra um cliente no final de 2019. Avraham afirmou que ele encontrou evidência que a vulnerabilidade foi explorada em pelo menos seis ocasiões.

Um porta-voz da Apple reconheceu que a vulnerabilidade existe no aplicativo Mail da empresa, usado em iPhones e iPads e que a empresa desenvolveu uma correção que será incluída na próxima atualização a ser enviada a milhões de aparelhos vendidos no mundo.

A Apple não se manifestou sobre as descobertas de Avraham, que foram publicadas nesta quarta-feira e que sugerem que a falha pode ter sido explorada por hackers contra usuários importantes dos dispositivos da empresa.

Avraham afirmou que encontrou evidência de que um programa estava se aproveitando das vulnerabilidades do sistema operacional iOS da Apple desde pelo menos 2018. Ele não conseguiu determinar quem eram os hackers por trás do programa e a Reuters não pode verificar de forma independente as afirmações dele.

O ataque acontecia, segundo Avraham, quando as vítimas recebiam um email aparentemente em branco por meio do aplicativo Mail que forçava o aparelho ser reiniciado. O reboot abria então uma porta para que os hackers roubassem dados do aparelho, como fotos e detalhes da agenda de contatos.

A ZecOps afirma que a vulnerabilidade permitiu aos hackers roubar dados de iPhones mesmo se eles estivessem utilizando versões mais recentes do sistema operacional da Apple.

Avraham, um ex-pesquisador de segurança da Força de Defesa de Israel, suspeita que a técnica de invasão era parte de uma rede de programas maliciosos, ainda não descoberta, que dava aos hackers acesso remoto total aos aparelhos. A Apple não comentou o assunto.

Google

Especialistas em segurança do Google, da Alphabet, identificaram mais de uma dúzia de grupos de hackers apoiados por governos usando a pandemia de covid-19 como cobertura para realizar tentativas de ataques com phishing e malware.

O Google disse na quarta-feira que o Threat Analysis Group observou hackers atacando organizações internacionais de saúde, incluindo atividades citadas pela Reuters do início do mês, com a Organização Mundial da Saúde sendo um dos alvos.

A OMS e outras organizações, no centro de um esforço global para conter o coronavírus, sofreram um bombardeio digital sustentado por hackers que buscam informações sobre a pandemia.

O Google afirmou ter detectado 18 milhões de mensagens por dia de malware e phishing no Gmail relacionadas à pandemia.

Hackers

“Uma campanha notável tentou direcionar contas pessoais de funcionários do governo dos EUA com iscas de phishing usando redes norte-americanas de fast food e mensagens sobre covid-19”, disse o Google em um post.

O Google disse que está trabalhando para identificar e prevenir ameaças, usando ferramentas de investigação internas, compartilhamento de informações com parceiros e policiais, além de pistas e informações de pesquisadores de terceiros.

 

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