Apple irá decidir sobre política de remoção de apps na China

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Publicado quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020 as 11:04, por: CdB

A proposta sobre liberdade de expressão envolve a remoção em 2017 de aplicativos de VPN de sua loja na China. Tais apps permitem aos usuários chineses contornarem o “Grande Firewall” chinês.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco/Washington 

Os acionistas da Apple vão decidir nesta quarta-feira se aprovam uma proposta crítica às ações da empresa para remover aplicativos de sua loja a pedido do governo chinês e que cobra da companhia se tem “compromisso público em respeitar a liberdade de expressão como um direito humano”.

Assembleia da Apple vai decidir sobre política de remoção de apps na China
Assembleia da Apple vai decidir sobre política de remoção de apps na China

A proposta é uma de seis que serão apreciadas durante a reunião anual de acionistas da Apple.

A proposta sobre liberdade de expressão envolve a remoção em 2017 de aplicativos de VPN de sua loja na China. Tais apps permitem aos usuários chineses contornarem o “Grande Firewall” chinês criado para restringir o acesso da população da China à internet global.

A Apple se opõe à proposta, afirmando que já fornece informação sobre quando retira aplicativos da loja a pedido de governos ao redor do mundo e que segue as leis dos países onde opera.

Acionistas da Apple já rejeitaram propostas vinculadas a direitos humanos na China. Eles derrubaram uma proposta de 2018 que cobrava da companhia criar uma comissão de direitos humanos para supervisionar questões com condições de trabalho e censura no país asiático.

Apple e J&J

A Johnson & Johnson anunciou na terça-feira que fará parceria com a Apple em um estudo que exploraria se um aplicativo para iPhone junto com os recursos de saúde do Apple Watch pode ajudar a reduzir o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

No ano passado, o estudo da Apple descobriu que o relógio podia detectar com precisão a fibrilação atrial, o tipo mais comum de batimento cardíaco irregular, de acordo com um estudo que explorou o papel dos dispositivos portáteis na identificação de possíveis problemas cardíacos.

Disputa de patentes com VirnetX

A Suprema Corte dos Estados Unidos recusou ouvir na segunda-feira apelo da Apple para evitar pagar cerca US$ 440 milhões em danos por usar a tecnologia de segurança da Internet da empresa de licenciamento de patentes VirnetX sem permissão em recursos como chamadas de vídeo do FaceTime.

Os juízes rejeitaram o apelo da Apple no longo processo em que um júri federal em 2016 determinou que a Apple havia violado as patentes da VirnetX e concedeu US$ 302 milhões. Um juiz posteriormente aumentou esse valor para US$ 439,7 milhões, incluindo juros e outros custos.

O caso remonta a 2010, quando a VirnetX, com sede em Nevada, entrou com uma ação em um tribunal do Texas acusando a Apple de violar quatro patentes de redes seguras, conhecidas como redes privadas virtuais, e links de comunicações seguras. A VirnetX afirmou que a Apple violou seus recursos FaceTime e VPN on Demand em produtos como iPhone e iPad.

A Corte de Apelações dos EUA para o Circuito Federal de Washington, especializado em disputas de patentes, confirmou o julgamento contra a Apple no ano passado.

Durante o litígio, a Apple e outras empresas solicitaram que um tribunal do Escritório de Marcas e Patentes dos EUA revisasse a validade das patentes da VirnetX. O tribunal cancelou partes importantes das patentes em questão no caso.

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