Apreensões do Batalhão de Ações com Cães atingem cerca de três toneladas de material ilícito

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Publicado segunda-feira, 15 de julho de 2019 as 13:30, por: CdB

A unidade, que está subordinada ao Comando de Operações Especiais (COE) da corporação, conta com 75 cães de seis diferentes raças.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

Conhecido por atuar em conjunto com o melhor amigo do homem, o Batalhão de Ação com Cães (BAC), unidade operacional especial da Polícia Militar do Rio de Janeiro, atingiu, nos primeiros seis meses de 2019, a marca de 3,5 toneladas em apreensões de materiais ilícitos durante operações em áreas conflagradas do estado, entre armas, entorpecentes e artefatos explosivos.

O treinamento começa com os cães ainda filhotes

– Um dos pontos altos deste ano foi a ação no Complexo da Maré, em que conseguimos localizar um laboratório ligado ao crime organizado. Isso foi possível graças ao trabalho dos nossos agentes, juntamente com os cães treinados para faro de armas, drogas e explosivos – afirmou o comandante do batalhão, Tenente-Coronel Rafael e Silva Sepúlveda.

A unidade, que está subordinada ao Comando de Operações Especiais (COE) da corporação, conta com 75 cães de seis diferentes raças: Pastor Belga de Malinois, Pastor Holândes, Pastor Alemão, Labrador, Braco Alemão e Rottweiler. Além da atuação em farejamento, o BAC também trabalha no controle de distúrbios civil e na unidade de intervenção tática.

– O treinamento começa com os cães ainda filhotes, onde são apresentados aos odores característicos de cada entorpecente ou armamento. O animal vai em busca de uma espécie de premiação. Jamais os cachorros têm contato direto com os materiais. Nossas ações, sejam elas próprias ou de apoio ao COE, sempre são planejadas de acordo com as informações dos setores de inteligência – explicou o comandante, que está à frente do batalhão desde janeiro deste ano.

Cursos de formação

Os agentes que atuam no BAC passam por um intenso treinamento. A porta de entrada para a unidade é o curso de condutor de cães para emprego policial. Há ainda o curso de ações com cães, que inclui a preparação para ações terrestres, aéreas e marítimas, e outro de especialização de condutores de cães farejadores de armas de drogas.

– Quando estamos com cursos em andamento, o foco é no aluno, que precisa ter dedicação total durante o período. Além da formação de novos ‘cachorreiros’, estamos em constante treinamento da tropa e dos cães. Os perfis de animais diferem muito, de acordo com a atuação em cada frente de trabalho. Um cão do controle de distúrbio civil precisa ser sociável, corajoso e responder ao comando para controlar um tumulto. Em média, em seis meses, conseguimos formá-lo. Já o animal que faz o faro, demanda um pouco mais de tempo de preparação, que varia entre 8 meses e um ano. Estimamos formar só este ano entre 75 a 100 policiais para atuar no BAC – detalhou o Sargento Alves, da equipe de instrução especializada do batalhão.

Para tornar a preparação ainda mais completa, o BAC realiza treinos externos fora da capital: localidades como Ilha Grande, Itatiaia e Cachoeira de Macacu servem de ambientes para exercícios de rapel, trasbordo de rios e simulações de situações de risco.

– Temos muito orgulho dos nossos cães. É uma relação de amizade e companheirismo. Embora atuem como ferramentas de trabalho, os animais são seres vivos que merecem nosso carinho. Para atuar no BAC é preciso gostar de cachorro. A relação entre policiais e cães é tão profunda que apenas por um olhar é possível a comunicação – ressaltou Alves.

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