Argentina e Brasil se reúnem para discutir Mercosul

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Publicado quarta-feira, 14 de janeiro de 2004 as 11:13, por: CdB

A partir desta quarta-feira até sexta-feira, representantes dos governos da Argentina e do Brasil estarão reunidos em Buenos Aires, para a Presidência Pro Tempore (PPT) do Mercosul, sob a responsabilidade da Argentina.

Durante todo o primeiro semestre deste ano haverá uma série de reuniões na capital portenha, com “o objetivo de estabelecer com precisão as novas normas que serão colocadas em prática em 2004 para se chegar à um mercado único”, explica um comunicado da chancelaria daquele país.

A delegação argentina estará encabeçada pelo secretário de Comércio e Relações Econômicas Internacionais, Martín Redrad, enquanto que o Brasil estará representado pelo secretário geral de Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães.

Levando em conta que o Brasil exercerá a Presidência Pro Tempore do Mercosul no segundo semestre deste ano, o governo argentino propôs a presente série de reuniões para “encarar de forma coordenada os trabalhos a realizar-se durante todo 2004”.

Nas reuniões desta semana serão discutidos os principais esboços para o aprofundamento do mercado comum, incluindo temas como a circulação de mercadorias na região, a liberalização do comércio de serviços, a harmonização tributária, os incentivos, os foros de competitividade, os acordos de reconhecimento mútuo em produtos agrícolas e industriais e o fortalecimento institucional do bloco.

Também será abordada a agenda de negociações externas da região, em particular as negociações que o Mercosul está desenvolvendo no âmbito da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), com a União Européia, a Comunidade Andina e a Índia. A Argentina e o Brasil analisarão ainda sua relação econômica bilateral com vistas a adotar medidas que permitam incrementar os fluxos de comércio e investimentos.

Neste sentido, a Argentina vai propor temas como a incidência da reforma tributária brasileira no comércio bilateral, a análise das importações dos produtos brasileiros nos setores sensíveis para a produção nacional, a eventual assinatura de um acordo de equivalência dos sistemas de controle para produtos agropecuários e de pesca, e a situação das exportações argentinas de produtos lácteos.