Argentina: médicos preveem semanas difíceis devido a chegada de pico da covid-19

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Publicado sexta-feira, 26 de junho de 2020 as 11:38, por: CdB

Médicos e autoridades de saúde da Argentina estão prevendo que os casos de coronavírus atingirão um pico nas próximas semanas agora que o inverno chega ao hemisfério sul, o que pressionará unidades de tratamento intensivo no momento em que os casos confirmados passam de 50 mil.

Por Redação, com Reuters – de Buenos Aires

Médicos e autoridades de saúde da Argentina estão prevendo que os casos de coronavírus atingirão um pico nas próximas semanas agora que o inverno chega ao hemisfério sul, o que pressionará unidades de tratamento intensivo no momento em que os casos confirmados passam de 50 mil.

Mulher com máscara de proteção caminha em rua de Fuerte Apache, nos arredores de Buenos Aires, em meio à pandemia de covid-19
Mulher com máscara de proteção caminha em rua de Fuerte Apache, nos arredores de Buenos Aires, em meio à pandemia de covid-19

A nação sul-americana, que a princípio se saiu melhor do que muitos de seus vizinhos controlando o vírus com um isolamento rigoroso, viu os casos quintuplicarem desde meados de maio, só na quinta-feira foram mais de 2,6 mil. O número de mortos está em cerca de 1.150.

O governo amenizou algumas restrições, mas manteve o isolamento na cidade e na província de Buenos Aires. Uma nova fase da quarentena deve ser anunciada nesta sexta-feira, já que as autoridades querem endurecer o controle da circulação.

Pessoas infectadas

– Estimamos que o número de pessoas infectadas continuará a aumentar nos próximos 20 dias, mais ou menos – disse Juan Ciruzzi, diretor-executivo do hospital Eurnekian de Buenos Aires, acrescentando que isso se deve em parte ao relaxamento das regras de quarentena.

– As pessoas estão circulando mais, e não temos as ferramentas para combater isso.

As infecções aumentaram particularmente nos bairros mais pobres de Buenos Aires e nos subúrbios da capital, levando as autoridades a aumentarem os exames para ajudar a conter a proliferação.

O governo argentino

O governo argentino está tentando revitalizar a economia duramente atingida, permitindo que mais negócios abram, mas parques, escolas e escritórios da capital continuam fechados e a maioria dos trabalhadores não essenciais continua confinada em casa.

Alejandro Andrés Revollini, diretor-associado do Eurnekian, disse que o número de casos só começará a cair de verdade a partir de setembro e que o “pico máximo” acontecerá em meados de julho.

– As pessoas entendem que teremos que conviver com o vírus e que muitos de nós o pegaremos – disse.