Arrecadação federal fica estagnada em setembro, mostra RF

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Publicado terça-feira, 22 de outubro de 2019 as 12:51, por: CdB

Em apresentação, a Receita ressaltou que houve, no mês, reclassificação de receitas do programa de parcelamentos especiais impactando negativamente as receitas administradas por outros órgãos.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

A arrecadação do governo federal ficou praticamente estável em setembro, com alta real de 0,06% sobre igual mês de 2018, a 113,933 bilhões de reais, divulgou a Receita Federal nesta terça-feira. Este foi o desempenho mais fraco no ano desde março, quando a arrecadação teve queda na comparação com o mesmo período do ano passado.

Este foi o desempenho mais fraco no ano desde março, quando a arrecadação teve queda na comparação com o mesmo período de 2018
Este foi o desempenho mais fraco no ano desde março, quando a arrecadação teve queda na comparação com o mesmo período de 2018

Mesmo assim, o dado de setembro representou o melhor para o mês desde 2014 (+R$ 118,829 bilhões), na série da Receita corrigida pela inflação. Membros da equipe econômica já tinham dito que a arrecadação havia vindo abaixo das expectativas em setembro, com frustração de R$ 1,8 bilhão.

Em apresentação, a Receita ressaltou que houve, no mês, reclassificação de receitas do programa de parcelamentos especiais, o Refis, impactando negativamente as receitas administradas por outros órgãos, que sofreram uma queda real de 5,92% sobre setembro de 2018.

Já as receitas administradas pela Receita tiveram elevação de 0,2% na mesma base. No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação geral teve alta real de 2,15%, a R$ 1,129 trilhão.

Com o desempenho positivo, aliado à forte arrecadação de receitas extraordinárias esperadas com leilões de petróleo, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, já sinalizou que o déficit primário do governo central deve ficar abaixo de R$ 100 bilhões este ano, com larga folga em relação à meta de um rombo de R$ 139 bilhões.

Alta em agosto

A arrecadação do governo federal teve crescimento real de 5,67% em agosto sobre igual mês de 2018, a R$ 119,951 bilhões, novamente embalada por vendas de participações societárias por empresas —fundamentalmente estatais—, que impulsionaram as receitas recolhidas.

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