Artistas da Ópera de Paris realizam concerto a céu aberto, na fria mas ensolarada capital francesa

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Publicado domingo, 19 de janeiro de 2020 as 16:31, por: CdB

Membros da orquestra e cantores tocaram músicas conhecidas de Verdi e Bizet em um evento de meia-hora no lado de fora do prédio da Ópera Garnier, encerrando com uma versão da Marselhesa.

 

Por Redação, com Reuters – de Paris

 

Apesar do frio, músicos e cantores da Ópera de Paris fizeram um concerto a céu aberto, neste sábado, diante do histórico teatro de ópera da cidade, em protesto contra a reforma da Previdência que busca encerrar seu plano de aposentadoria especial. Na véspera de Natal, dia 24 de dezembro, foram as bailarinas que protestaram contra o governo de Emmanuel Macron.

As bailarinas da Ópera de Paris, que realizaram protesto similar em dezembro último, aplaudiram os músicos da Casa
As bailarinas da Ópera de Paris, que realizaram protesto similar em dezembro último, aplaudiram os músicos da Casa

Membros da orquestra e cantores tocaram músicas conhecidas de Verdi e Bizet em um evento de meia-hora no lado de fora do prédio da Ópera Garnier, encerrando com uma versão da Marselhesa. Os músicos foram festejados por colegas, que incluíram bailarinas. Elas realizaram cenas do Lago dos Cisnes no mesmo local, no fim do ano, em um protesto similar.

Luís XIV

O evento recebeu aplausos de transeuntes em uma tarde de inverno ensolarada na capital francesa, onde performances da Ópera de Paris foram canceladas no mês passado devido a greves de artistas que querem preservar as provisões previdenciárias que vêm de séculos.

— Estamos infelizes por não podermos fazer nossos shows, por estarmos nos apresentando de uma maneira diferente, nas ruas, mostrando ao público que não estamos de férias — disse Fabien Wallerand, tocador de tuba na orquestra da Ópera de Paris, à Reuters.

Por um acordo que data de 1698, do reino de Luís XIV, os dançarinos da Ópera de Paris podem se aposentar com valor total aos 42 anos, cantores aos 57, e músicos aos 60.

O plano do presidente Emmanuel Macron de fundir vários planos de pensões em um sistema único motivou mais de um mês de greves, particularmente no transporte público.

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