Assad intensifica esforços para recuperar últimos enclaves da oposição

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Publicado quinta-feira, 19 de abril de 2018 as 12:53, por: CdB

O presidente sírio, Bashar al-Assad, obteve uma grande vitória neste mês retomando Ghouta Oriental, o maior bastião rebelde próximo de Damasco, o que deixou suas forças em sua posição mais forte, de longe, desde os primeiros meses da guerra civil de sete anos

Por Redação, com Reuters – de Beirute:

O governo da Síria intensificou nesta quinta-feira seus esforços para recuperar os últimos enclaves da oposição, enquanto rebeldes se preparavam para bater em retirada de um deles e um jornal noticiou um ultimato contra outro.

Presidente da Síria, Bashar al-Assad, durante entrevista em Damasco

O presidente sírio, Bashar al-Assad, obteve uma grande vitória neste mês retomando Ghouta Oriental; o maior bastião rebelde próximo de Damasco, o que deixou suas forças em sua posição mais forte; de longe, desde os primeiros meses da guerra civil de sete anos.

Estados Unidos, França e Reino Unido

Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram uma série de ataques aéreos no sábado contra três alvos sírios; em retaliação a um suposto ataque com armas químicas durante a ofensiva em Ghouta Oriental.

Mas a intervenção ocidental limitada, distante de qualquer frente de batalha em disputa, não deu sinais de ter tido qualquer impacto no conflito, e as forças de Assad seguem adiante com sua arremetida.

Os últimos rebeldes se retiraram de Ghouta Oriental horas depois dos bombardeios ocidentais. Desde então o governo se dedica a recapturar quatro enclaves menos populosos que estão sitiados há tempos.

Oposição

Sua conquista deixaria a oposição só com seus dois principais bastiões; localizados no noroeste e no sudeste, ao longo das fronteiras internacionais da Síria.

Nesta semana a diplomacia se concentrou nas acusações de uso de gás venenoso em Douma; a última cidade a se posicionar contra o avanço governamental sobre Ghouta Oriental.

Países ocidentais dizem que dezenas de pessoas foram mortas com gás no ataque químico de 7 de abril. A Síria e sua aliada Rússia o negam. Agora que os insurgentes se renderam a área está sob controle do governo; e uma equipe de inspetores internacionais ainda não conseguiu chegar a ela.

Os inspetores

Os inspetores adiaram sua visita a Douma depois que sua equipe de segurança foi alvo de tiros durante uma viagem de reconhecimento na terça-feira; disse a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).

As nações ocidentais afirmam que Moscou e Damasco estão impedindo o acesso dos inspetores ao local e que podem estar destruindo provas; algo que os governos sírio e russo refutam.

A intervenção ocidental não teve impacto mensurável na guerra como um todo; e os rebeldes continuam a depor as armas fechando acordos; que lhes permitem seguir para o bolsão opositor situado no noroeste em troca do abandono de seus territórios.

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