Assassinato de Fakhrizadeh é ‘equivalente a uma declaração de guerra’, diz jornal

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Publicado segunda-feira, 30 de novembro de 2020 as 11:21, por: CdB

O presidente norte-americano Donald Trump teria algo em comum com a morte de Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, proeminente cientista nuclear iraniano, segundo a mídia britânica.

Por Redação, com Sputnik – de Londres

O presidente norte-americano Donald Trump teria algo em comum com a morte de Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, proeminente cientista nuclear iraniano, segundo a mídia britânica.

O presidente norte-americano Donald Trump teria algo em comum com a morte de Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, segundo a mídia britânica
O presidente norte-americano Donald Trump teria algo em comum com a morte de Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, segundo a mídia britânica

O jornal The Guardian disse no domingo que o assassinato do cientista iraniano Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi foi parte de uma operação terrorista provavelmente orquestrada por agentes israelenses, e com aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump.

O novo relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o qual fala sobre o aumento das reservas de urânio do Irã, teria sido visto pelo presidente norte-americano como uma ameaça. Isso teria tentado convencer seus assessores a escolher um ataque militar, mas eles se recusaram.

“Nenhum líder israelense, e nem mesmo um tão irresponsável como Benjamin Netanyahu, faria um movimento tão perigoso sem antes esclarecê-lo com Washington”, opina o diário.

Nesse sentido, The Guardian destaca vários casos de cooperação entre o Washington e Tel Aviv em alguns atos de sabotagem que tiveram como objetivo minar a situação do Irã durante os últimos anos, acrescentando que foi o próprio Trump quem ordenou o assassinato do comandante do Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), Qassem Soleimani, em Bagdá, no Iraque.

Qualquer um dos incidentes têm a natureza de “um ato extraordinariamente provocativo” que visa envolver o país persa em uma guerra local contra Israel, Arábia Saudita e os EUA, e “é equivalente a uma declaração de guerra”.

Além disso, Trump “deu um tiro no pé” e “aumentou as tensões na região” após sair do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em 2018, alegando uma quebra do acordo por parte do Teerã, sem apresentar provas, e impondo cada vez mais sanções ao país.

O líder dos EUA estaria frustrado com o “fracasso” de sua política em relação ao Irã nos últimos quatro anos. Mesmo sua campanha de “máxima pressão” não conseguiu derrotar o Teerã, nota o The Guardian.

Após o incidente

Fakhrizadeh, que Israel acusa de ser chefe do suposto programa nuclear do país, foi morto na última sexta-feira  próximo a Teerã.

A agência Fars diz que uma metralhadora automatizada disparou uma série de balas, já o jornal The New York Times citou um membro do Corpo Revolucionário da Guarda Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês), que teria relatado a presença de 12 homens armados disparando em direção ao carro de Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi. Além das versões, a agência Press TV afirmou que foi encontrada uma arma de fabricação israelense no local.

Embora Washington e Tel Aviv tenham se abstido em comentar oficialmente sobre a operação, o presidente Donald Trump reiterou comentários de outros sobre o incidente, incluindo pelo menos um no qual disse que o cientista era “procurado há muitos anos pelo Mossad”, a agência de inteligência de Israel.