Assassinos de patinador cazaque bronze em Sochi são condenados à prisão

Arquivado em: Destaque do Dia, Esportes, Esportes Olímpicos, Últimas Notícias
Publicado quinta-feira, 17 de janeiro de 2019 as 12:20, por: CdB

Ten foi atacado no dia 19 de julho de 2018, quando tentava evitar que os dois ladrões roubassem os retrovisores de seu carro no Centro de Almaty, cidade mais populosa do país.

Por Redação, com EFE – de Moscou/Tóquio

A Justiça cazaque condenou nesta quinta-feira a 18 anos de prisão os dois assassinos do patinador Denis Ten, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sochi (2014), que foi esfaqueado em 2018.

Denis Ten, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sochi (2014)

Ten foi atacado no dia 19 de julho de 2018, quando tentava evitar que os dois ladrões roubassem os retrovisores de seu carro no Centro de Almaty, cidade mais populosa do país.

O patinador foi atingido por uma facada na coxa, o que provocou uma forte hemorragia e sua posterior morte no hospital para o qual foi levado.

Outro acusado foi também condenado a quatro anos de prisão por roubo e por não informar às autoridades sobre o crime, que teve uma grande repercussão no Cazaquistão, já que o esportista de 25 anos era muito popular.

Os três acusados, que foram detidos pouco depois do crime e admitiram a culpa, também terão que compensar economicamente a família de Ten.

O cazaque, que foi assaltado na saída de um treino, foi vice-campeão mundial em 2013, embora sua maior conquista tenha sido a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.

Ten sofreu uma lesão no tornozelo antes dos Jogos de PyeongChang, o que lhe impediu de lutar por uma medalha.

Dirigente japonês nega subornos

O presidente do Comitê Olímpico Japonês (JOC, sigla em inglês), Tsunekazu Takeda, negou na terça-feira ter pago subornos para favorecer a candidatura de Tóquio para sediar os Jogos Olímpicos de 2020, depois da investigação aberta sobre o caso na França.

Takeda, que reuniu a imprensa na capital japonesa, voltou a negar as acusações apresentadas contra ele pela promotoria francesa por “corrupção ativa”, devido à suposta compra de votos que em 2013 levou a candidatura de Tóquio a superar Madri e Istambul.

– Continuarei cooperando plenamente com as autoridades francesas e farei todos os esforços possíveis para poder provar minha inocência – disse Takeda, durante seu discurso.

O dirigente do JOC não admitiu perguntas dos jornalistas e também não deu mais detalhes do caso, pois está sob investigação, de acordo com explicações do comitê japonês.

Takeda, considerado um dos principais artífices da vitória de Tóquio, reiterou sua inocência após afirmar na última sexta-feira, em comunicado, que as transferências investigadas pela Justiça francesa foram legítimas.

A origem das suspeitas é o pagamento realizado pela candidatura de Tóquio para a empresa de consultoria com sede em Singapura, Black Tidings, no valor de 230 milhões de ienes (cerca de US$ 2,12 milhões) e realizada pouca antes da escolha da cidade japonesa como sede dos Jogos Olímpicos de 2020.

As autoridades francesas acreditam que esta transferência oficialmente destinada para a elaboração de dois relatórios, serviu para poder subornar membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) através da empresa de consultoria.

Takeda disse que este pagamento foi “uma remuneração adequada por um trabalho de consultoria”, e afirmou que todos os documentos relacionados já foram alvo de investigação encomendada em 2016 pelo governo japonês e onde nenhuma irregularidade foi encontrada.

A Black Tidings está vinculada a Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF, sigla em inglês), Lamine Diack, que renunciou em 2014 do seu cargo nesta organização internacional na sequência de um escândalo de suborno por doping na Rússia.

Os investigadores franceses suspeitam que o dinheiro japonês circulou através dessa empresa antes de chegar aos bolsos do filho de Diack, a fim de que ele aproveitasse seus contatos entre os comitês africanos para fazer campanha a favor de Tóquio.

Foi precisamente a investigação aberta em 2016 contra o ex-dirigente senegalês e seu filho, ambos acusados na França por suposta corrupção, que revelou esses pagamentos suspeitos e levou à Justiça francesa a também investigar o presidente do JOC.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *