Assessor de comunicação de Netanyahu aceita ser testemunha em caso de corrupção

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Publicado segunda-feira, 5 de março de 2018 as 14:34, por: CdB

Hefetz, suspeito de suborno no Caso 4000 ou Bezeq, é o terceiro confidente de Netanyahu que aceita testemunhar nas investigações sobre o primeiro-ministro

Por Redação, com EFE – de Ancara:

Nif Hefetz, assessor de comunicação do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou nesta segunda-feira ser testemunha do Estado em casos de corrupção que envolvem o chefe de governo, informou a imprensa local.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu

Hefetz, suspeito de suborno no Caso 4000 ou Bezeq; é o terceiro confidente de Netanyahu que aceita testemunhar nas investigações sobre o primeiro-ministro.

Segundo o portal de notícias “Ynet”, espera-se que Hefetz incrimine Netanyahu no Caso 1000, sobre presentes ilícitos que recebeu, e no 4000, que investiga se Shaul Elovitch, dono da empresa de telecomunicações israelense Bezeq e da agência de notícias “Walla”, recebeu propina em troca de uma cobertura positiva sobre a família do premiê.

Hefetz foi detido junto a Elovitch há duas semanas, e no domingo ambos foram colocados em prisão domiciliar.

Durante a investigação do Caso 4000, também foi detido o ex-diretor-geral do Ministério de Comunicações e colaborador de Netanyahu Shlomo Filber, que nos interrogatórios acusou o primeiro-ministro, após assinar no mês passado um acordo com a Procuradoria para ser testemunha do Estado.

Netanyahu e sua esposa, Sara, foram interrogados simultaneamente na última sexta-feira sobre o caso Bezeq. O primeiro-ministro defendeu sua inocência, após um interrogatório de cinco horas, e agradeceu o apoio à sua família de “milhões de cidadãos israelenses”.

Depoimento

O chefe de governo prestou depoimento em sete ocasiões, para o caso 1000; que investiga a recepção de luxuosos presentes em troca de favores, e 2000; sobre uma tentativa de pacto com um jornal para receber uma cobertura favorável.

O ex-responsável de pessoal do escritório do primeiro-ministro, Ari Harow; foi o primeiro a aceitar no ano passado ser testemunha do Estado nos expedientes 1000 e 2000; nos quais a polícia considera Netanyahu suspeito e recomendou à Procuradoria que o premiê seja processado.

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