Associação de jogadores diz que suspensão de Guerrero por doping ‘desafia o bom senso’

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Publicado terça-feira, 15 de maio de 2018 as 14:33, por: CdB

Guerrero havia terminado de cumprir uma suspensão de seis meses devido a um exame que testou positivo para cocaína, presente em um chá

Por Redação, com Reuters – de Zurique:

A suspensão por doping que privará o capitão da seleção de futebol do Peru, Paolo Guerrero, de sua longamente aguardada chance de jogar uma Copa do Mundo é injusta e desafia o bom senso, disse a associação mundial de jogadores FIFPro nesta terça-feira.

Atacante Paolo Guerrero chega em Lima

Guerrero havia terminado de cumprir uma suspensão de seis meses devido a um exame que testou positivo para cocaína; presente em um chá, quando a Corte Arbitral do Esporte (CAS) a aumentou para 14 meses na segunda-feira.

A ampliação da punição

A ampliação da punição, imposta após uma apelação da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) à CAS; significa que o jogador de 34 anos perderá o Mundial do mês que vem; para o qual a seleção peruana se classificou pela primeira vez em 36 anos.

A FIFPro disse em um comunicado que quer uma reunião urgente com a Fifa para rever as regras antidoping do esporte.

– A FIFPro considera a suspensão injusta e desproporcional; e o exemplo mais recente de um Código Mundial Antidoping; que com frequência demais leva a sanções indevidas, especialmente quando foi estabelecido; que não houve intenção de trapacear – disse.

CAS

A entidade sediada na Holanda observou que a própria CAS aceitou; que o maior artilheiro da história do Peru não pretendeu melhorar seu desempenho e; que não ingeriu a substância conscientemente.

– Portanto, desafia o bom senso ele receber uma punição que prejudica tanto sua carreira – argumentou a FIFPro.

O código da Wada foi imposto ao esporte “sem a devida consulta aos futebolistas”, acrescentou.

A FIFPro disse querer que a Fifa analise “como mudar as regras antidoping no futebol para; que elas sirvam aos interesses do jogo e protejam os direitos fundamentais dos jogadores”.

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