Astrônomos descobrem superplanetas rochosos ‘nus’ semelhantes à Terra 

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Publicado sexta-feira, 1 de outubro de 2021 as 10:46, por: CdB

No âmbito desta pesquisa, o telescópio Subaru e outros telescópios acompanharam dois corpos celestes, o TOI-1634b e o TOI-1685b, que receberam o estatuto de candidatos a exoplanetas (planetas fora do nosso Sistema Solar). O primeiro se encontra a 114 anos-luz da Terra e o segundo, a 122 anos-luz.

Por Redação, com Sputnik – de Tóquio

Uma equipe de astrônomos do Centro de Astrobiologia, do Observatório Astronômico do Japão e da Universidade de Tóquio descobriu dois superplanetas rochosos semelhantes à Terra, desprovidos de atmosfera e orbitando duas estrelas anãs vermelhas diferentes.

Dimensões dos planetas TOI-1634 e TOI-1685 em comparação com a Terra

Estes planetas fornecem uma oportunidade para estudar a evolução das atmosferas de planetas rochosos quentes, escreve portal Phys.org.

No âmbito desta pesquisa, o telescópio Subaru e outros telescópios acompanharam dois corpos celestes, o TOI-1634b e o TOI-1685b, que receberam o estatuto de candidatos a exoplanetas (planetas fora do nosso Sistema Solar). O primeiro se encontra a 114 anos-luz da Terra e o segundo, a 122 anos-luz.

Durante as observações feitas por espectrógrafos de infravermelhos InfraRed Doppler (IRD, na sigla em inglês) montados no telescópio Subaru, foi medida a massa e fornecidas informações sobre as estruturas internas e atmosféricas desses planetas.

Os planetas estão “pelados”

Descobriu-se que os planetas estão “pelados”, ou seja, não possuem atmosferas primordiais espessas de hidrogênio e hélio, possivelmente devido a interações extremamente próximas com as estrelas hospedeiras.

Os astrônomos sugerem que a atmosfera em tais planetas pode ser formada a partir de gases originários de seu interior e expelidos para o exterior. No entanto, a influência das forças gravitacionais de estrelas próximas é tão grande que a fina camada de gás não consegue ganhar densidade e volume, sendo dilacerada e ejetada para o espaço interestelar.

Os resultados da pesquisa revelaram também que o raio do TOI-1634b é 1,8 vez superior ao da Terra e a sua massa é dez vezes maior que a de nosso planeta.

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