Ataque cibernético atinge setor nuclear e usinas de Angra dos Reis viram alvo

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Publicado quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021 as 16:44, por: CdB

A Eletrobras afirma que a rede afetada não se conecta com os sistemas de operação das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2. Ainda segundo a empresa, o ataque realizado foi do tipo ransomware, atingindo uma rede administrativa da Eletronuclear.

Por Redação – do Rio de Janeiro

A Eletrobras informou, nesta quinta-feira, que sua subsidiária, a Eletronuclear, responsável pelas usinas nucleares de Angra dos Reis, sofreu um ataque cibernético de alta periculosidade. Segundo a agência inglesa de notícias Reuters, a Eletrobras garantiu que, apesar dos ataques, não houve impactos sobre a operação das usinas, nem riscos para a segurança no local.

A usina de Angra 1, uma das mais antigas, estava entre os alvos dos hackers

A Eletrobras afirma que a rede afetada não se conecta com os sistemas de operação das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2. Ainda segundo a empresa, o ataque realizado foi do tipo ransomware, atingindo uma rede administrativa da Eletronuclear. Os ataques de ransonware sequestram dados com criptografia, exigindo resgate para que o acesso às informações ou ao sistema seja devolvido.

Segurança

Segundo a companhia, no entanto, suas equipes foram capazes de erradicar os efeitos do ataque e uma “minuciosa verificação dos ativos” está em andamento. Em vista do ataque sofrido, a estatal suspendeu o funcionamento de sistemas operativos com o objetivo de proteger seus dados.

A Eletronuclear informou a situação ao Centro de Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR.Gov) e para o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (SIPRON). O SIPRON é subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).