Ataque com faca próximo a antiga sede do ‘Charlie Hebdo’ deixa feridos na França

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Publicado sexta-feira, 25 de setembro de 2020 as 10:20, por: CdB

Pelo menos ´duas pessoas foram esfaqueadas nesta sexta-feira  nas imediações da antiga sede do semanário satírico Charlie Hebdo, em Paris, informou o primeiro-ministro francês, Jean Castex. O local foi alvo de um ataque de militantes islamistas há cinco anos.

Por Redação, com DW – de Paris

Pelo menos ´duas pessoas foram esfaqueadas nesta sexta-feira  nas imediações da antiga sede do semanário satírico Charlie Hebdo, em Paris, informou o primeiro-ministro francês, Jean Castex. O local foi alvo de um ataque de militantes islamistas há cinco anos.

Suspeito foi detido, mas sua identidade não foi divulgada
Suspeito foi detido, mas sua identidade não foi divulgada

Segundo a polícia, dois suspeitos foram presos. Autoridades não divulgaram informações sobre suas identidades. Testemunhas disseram ter visto um homem de cerca de 30 ou 40 anos andando atrás de uma das vítimas.

O entorno do edifício foi interditado após a polícia encontrar um pacote suspeito, no qual posteriormente não foram encontrados explosivos, segundo a imprensa francesa. Na cena do crime, os investigadores teriam descoberto uma grande faca. Uma testemunha descreveu o objeto como um facão, outra, como um cutelo.

A promotoria francesa de contraterrorismo afirma que abriu uma investigação sobre o ataque, cujos motivos não estavam esclarecidos na manhã desta sexta. O caso está sendo investigado como “tentativa de homicídio relacionada à iniciativa terrorista”.

Castex disse que convocou uma reunião de crise.

A polícia pediu aos residentes do 11º arrondissement da cidade para ficar dentro de casa por enquanto.

Os escritórios do Charlie Hebdo

Um processo judicial está em andamento em Paris, no qual são julgadas 14 pessoas acusadas de fornecer ajuda aos terroristas que invadiram os escritórios do Charlie Hebdo em 7 de janeiro de 2015, executando um ataque que deixou 12 mortos. Ao todo, 17 pessoas morreram nas mãos de três agressores durante uma semana de terror na cidade.

A publicação reproduziu recentemente caricaturas do profeta muçulmano Maomé consideradas ofensivas em grande parte do mundo muçulmano e tem recebido novas ameaças.