Ataque a Taiwan é opção para impedir independência, diz general da China

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Publicado sexta-feira, 29 de maio de 2020 as 11:18, por: CdB

A China atacará Taiwan se não houver outra maneira de impedir que se torne independente, disse um dos generais mais graduados do país nesta sexta-feira, uma escalada retórica que visa a ilha democrática que Pequim reivindica como sua.

Por Redação, Reuters – de Pequim

A China atacará Taiwan se não houver outra maneira de impedir que se torne independente, disse um dos generais mais graduados do país nesta sexta-feira, uma escalada retórica que visa a ilha democrática que Pequim reivindica como sua.

Li fala durante reunião em Pequim
Li fala durante reunião em Pequim

Em declaração no Grande Salão do Povo de Pequim no 15º aniversário da Lei Antissecessão, Li Zuocheng, chefe do Estado-Maior Conjunto e membro da Comissão Militar Central, deixou a porta aberta para o uso da força.

A lei de 2005 dá ao país uma base legal para uma ação militar contra Taiwan se esta se separar ou parecer prestes a fazê-lo, o que tornaria o Estreito de Taiwan um foco de ação militar em potencial.

– Se a possibilidade de reunificação pacífica se perder, as Forças Armadas do povo incluirão, com a nação inteira, o povo de Taiwan, tomarão todas as medidas necessárias para esmagar resolutamente quaisquer complôs ou ações separatistas – disse Li.

– Não prometemos abandonar o uso da força, e reservamos a opção de tomar todas as medidas necessárias para estabilizar e controlar a situação no Estreito de Taiwan.

Embora a China nunca tenha renunciado ao uso da força para subjugar Taiwan, é raro um militar de alto escalão da ativa fazer a ameaça em público tão explicitamente. Os comentários são especialmente impactantes por coincidirem com o repúdio internacional ao fato de o governo chinês ter sancionado uma nova legislação de segurança nacional para Hong Kong, que a China controla.

O governo de Taiwan rechaçou os comentários, dizendo que ameaças de guerra são uma violação da lei internacional e que sua nação jamais foi parte da República Popular da China.

“O povo de Taiwan nunca escolherá a ditadura nem se curvará à violência”, disse o Conselho de Assuntos Continentais taiwanês. “Força e decisões unilaterais não são a maneira de se resolver problemas.”

Vietnã

Li é um dos poucos militares graduados da China com experiência de combate, já que participou da malfadada invasão chinesa do Vietnã em 1979.

Taiwan é a questão territorial mais complicada da China, que a considera uma província chinesa e critica o apoio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à ilha.

Li Zhanshu, o terceiro líder mais graduado do Partido Comunista chinês e chefe do Parlamento, disse no mesmo evento que meios não-pacíficos são uma opção de último caso.

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