Ataque do Talebã contra posto militar afegão deixa dezenas de mortos

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Publicado quarta-feira, 15 de agosto de 2018 as 12:50, por: CdB

O ataque, que ocorreu enquanto a cidade central de Ghazni se esforça para se recuperar de cinco dias de intensos combates, ressaltou o quanto os insurgentes têm pressionado as forças de segurança locais

Por Redação, com Reuters – de Cabul

Um ataque do Talebã a um posto militar na província de Baghlan, no norte do Afeganistão, matou nesta quarta-feira 44 policiais e soldados afegãos, informaram autoridades provinciais, à medida que os insurgentes mantêm a pressão sobre as forças do governo.

Membro das forças de segurança do Afeganistão em local de ataque do Talebã em Ghazni

O ataque, que ocorreu enquanto a cidade central de Ghazni se esforça para se recuperar de cinco dias de intensos combates, ressaltou o quanto os insurgentes têm pressionado as forças de segurança locais.

O Ministério da Defesa confirmou o incidente na manhã desta quarta-feira, mas não deu detalhes. Autoridades da região disseram que 9 policiais e 35 soldados foram mortos no mais recente ataque de uma série que matou dezenas de membros das forças de segurança em todo o país.

O porta-voz da Talebã, Zabiullah Mujahid, disse que o grupo atacou uma base militar e dois postos de controle em Baghlan, matando 70 membros das forças de segurança afegãs e tomando veículos blindados e munição.

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão pediu que os combates parem, dizendo que cerca de 150 civis foram mortos em Ghazni, onde o hospital público está superlotado e o fornecimento de água e eletricidade foi cortado.

– O extremo sofrimento humano causado pelos combates em Ghazni destaca a necessidade urgente de que a guerra no Afeganistão termine – disse o principal funcionário da ONU no Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, em um comunicado.

O Talebã, que lançou seu ataque Ghazni na sexta-feira e lutou contra forças afegãs apoiadas por ataques aéreos dos EUA no meio da cidade por dias, disse que seus combatentes se retiraram para evitar mais destruição.

– Eles estavam enfrentando uma grave escassez de alimentos e água potável, uma vez que o fornecimento de energia também foi suspenso há dois dias – disse por telefone um comandante do Talebã, que não quis se identificar.

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