Ataques aéreos atingem hospitais e campos na Síria

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Publicado terça-feira, 18 de fevereiro de 2020 as 13:19, por: CdB

Ataques aéreos do governo atingiram hospitais e campos de pessoas deslocadas no noroeste da Síria e mataram cerca de 300 civis em meio a uma ofensiva das forças do presidente Bashar al-Assad.

Por Redação, com Reuters – de Beirute

Ataques aéreos do governo atingiram hospitais e campos de pessoas deslocadas no noroeste da Síria e mataram cerca de 300 civis em meio a uma ofensiva das forças do presidente Bashar al-Assad contra o último bastião dos rebeldes, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira.

Soldados sírios são mobilizados em Aleppo
Soldados sírios são mobilizados em Aleppo

Autoridades da ONU disseram que as agências de assistência estão sobrecarregadas pela crise humanitária —quase um milhão de civis, a maioria mulheres e crianças, fugiu rumo à fronteira da Turquia em meio ao inverno rigoroso para escapar da violência.

– Civis em fuga dos combates estão sendo espremidos em áreas sem abrigo seguro que estão encolhendo de tamanho a cada hora. E ainda assim são bombardeados. Eles simplesmente não têm para onde ir – disse a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, em um comunicado.

Enquanto isso, aviões de guerra sírios e russos mantiveram seus ataques contra a cidade de Darat Izza, na província de Aleppo, nesta terça-feira, disseram testemunhas, um dia depois de dois hospitais da área sofrerem danos graves.

Os ataques

No Hospital Al Kinana, paredes derrubadas e cabos médicos e suprimentos empoeirados ficaram espalhados depois que dois funcionários foram feridos na segunda-feira, contaram testemunhas.

Em um pronunciamento na televisão nacional no mesmo dia, Assad disse que os avanços militares rápidos eram um prelúdio da derrota eventual da insurgência de nove anos que o enfrenta, mas que isso ainda pode levar algum tempo. As facções rebeldes incluem insurgentes apoiados pelos turcos e por militantes jihadistas.

A ofensiva também prejudicou uma cooperação frágil entre Ancara e Moscou, que apoiam lados opostos da guerra. Eles começaram uma nova rodada de conversas em Moscou na segunda-feira depois das exigência turcas de que o Exército sírio recue e que um cessar-fogo seja anunciado.

Indagado se a Síria e sua aliada Rússia estão visando civis e edifícios protegidos deliberadamente, o porta-voz de direitos humanos da ONU, Rupert Colville, respondeu: “A quantidade enorme de ataques a hospitais, instalações médicas e escolas levaria a crer que eles não podem ser todos acidentais.”

Os ataques podem constituir crimes de guerra, disse Colville em um briefing em Genebra.

O escritório de direitos humanos da ONU disse ter registrado 299 mortes de civis desde 1º de janeiro, cerca de 93% delas causadas pelo governo sírio e seus aliados.

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