Ataques de Bolsonaro à democracia precisam ser respondidos, afirma Instituto Herzog

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Publicado segunda-feira, 9 de agosto de 2021 as 15:22, por: CdB

Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel do Exército condenado em 2008 pela Justiça brasileira como torturador durante a ditadura civil-militar (1964-1985), foi elevado ao posto de marechal. É o que mostram os dados do Portal da Transparência.

Por Redação- de São Paulo

O impedimento de Jair Bolsonaro é urgente, pois não é possível mais naturalizar as ameaças do presidente da República contra a democracia do próprio país. A afirmação é do diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili, que endossou a nota publicada pela instituição.

coronel Brilhante Ustra
O coronel Brilhante Ustra foi elevado a marechal, por decisão do mandatário neofascista Jair Bolsonaro

No texto, o instituto afirma que os últimos acontecimentos mostram que Bolsonaro “perdeu toda e qualquer condição de seguir na Presidência da República”. O texto reforça a necessidade de o Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral agirem “de forma urgente” para conter a permanente crise política, econômica e social.

Sottili afirmou, ainda, à agência brasileira de notícias Rede Brasil Atual (RBA) que o Brasil vive um momento em que a violência cometida se tornou diária e criou-se uma naturalização diante do autoritarismo.

— Escrevemos uma nota para denunciar todos os crimes cometidos pelo governo, como ameaçar diariamente o STF. Ele precisa ser responsabilizado criminalmente, não dá para conviver com um presidente que ameaça a democracia diariamente — afirmou.

Ustra, marechal

Carlos Alberto Brilhante Ustra, coronel do Exército condenado em 2008 pela Justiça brasileira como torturador durante a ditadura civil-militar (1964-1985), foi elevado ao posto de marechal. É o que mostram os dados do Portal da Transparência. O governo Bolsonaro condecorou 100 generais do Exército e outros 115 da Marinha e da Aeronáutica ao posto normalmente atribuído a heróis nacionais que participaram de guerras.

Sottili afirma que choca a promoção de militares ao posto de marechal, algo que não é feito há décadas. Porém, é criminoso homenagear Brilhante Ustra, assassino e torturador.

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