Ataques de hackers contra empresas disparam com funcionários trabalhando de casa

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Publicado sexta-feira, 17 de abril de 2020 as 13:26, por: CdB

As atividades de hackers contra empresas nos Estados Unidos e em outros países mais do que dobraram em algumas medições no mês passado, com ladrões digitais se aproveitando da segurança mais frágil.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

As atividades de hackers contra empresas nos Estados Unidos e em outros países mais do que dobraram em algumas medições no mês passado, com ladrões digitais se aproveitando da segurança mais frágil gerada por funcionários que estão trabalhando de casa, devido às políticas de distanciamento social por causa do coronavírus.

As atividades de hackers contra empresas nos Estados Unidos e em outros países mais do que dobraram
As atividades de hackers contra empresas nos Estados Unidos e em outros países mais do que dobraram

As equipes de segurança corporativa têm mais dificuldade em proteger os dados quando eles são dispersos em computadores domésticos com configurações muito variadas e em máquinas da empresa conectando remotamente, dizem especialistas.

Mesmo os trabalhadores remotos que usam redes privadas virtuais (VPNs), com ferramentas seguras para o tráfego digital, estão tendo problemas.

A empresa de software e segurança VMWare Carbon Black disse nesta semana que os ataques de ransomware monitorados aumentaram 148% em março em relação ao mês anterior.

– Há um evento histórico digital ocorrendo no fundo dessa pandemia, e existe uma pandemia de crimes cibernéticos – disse Tom Kellerman, estrategista de segurança cibernética da VMWare.

Com dados do Team Cymru, que tem sensores com acesso a milhões de redes, pesquisadores da Arctic Security da Finlândia descobriram que o número de redes que experimentam atividades maliciosas mais do que dobrou em março nos Estados Unidos e em muitos países europeus em relação a janeiro.

Os computadores

O maior salto ocorreu quando os computadores responderam a verificações quando não deveriam. Essas verificações geralmente procuram software vulnerável que permita ataques mais profundos.

Os pesquisadores planejam divulgar suas descobertas país a país na próxima semana.

As regras para a comunicação segura, como barrar conexões para endereços da web de má reputação, tendem a ser menos aplicadas quando os usuários levam os computadores para casa, disse o analista Lari Huttunen, da Arctic.

Isso significa que redes anteriormente seguras podem ficar expostas. Em muitos casos, firewalls corporativos e políticas de segurança protegem máquinas que foram infectadas por vírus ou malware direcionado, mas fora do escritório essa proteção pode cair drasticamente, permitindo que as máquinas infectadas se comuniquem novamente com os hackers originais.

Isso foi agravado porque o aumento acentuado no volume de acessos a VPNs levou alguns departamentos de tecnologia estressados ​​a permitir políticas de segurança menos rigorosas.

– Todo mundo está tentando manter essas conexões ativas, e os controles ou filtros de segurança não estão acompanhando esses níveis – disse Huttunen.

Facebook

O Facebook anunciou na quinta-feira que começará a notificar usuários que se envolveram com postagens falsas sobre o covid-19 que podem causar danos físicos, como beber água sanitária para curar o vírus, e conectá-los a informações precisas.

A gigante das mídias sociais, também dona do Instagram e do aplicativo de mensagens WhatsApp, disse que está lutando para controlar grandes volumes de informações erradas, como postagens que dizem que o distanciamento físico não irá conter a doença.

O Facebook adotou uma postura incomumente agressiva em postagens falsas de coronavírus, com o presidente-executivo Mark Zuckerberg dizendo que boatos sobre o vírus representam mais uma ameaça aos usuários do que falsidades políticas.

A pandemia matou mais de 136 mil pessoas em todo o mundo e infectou mais de 2 milhões, enquanto muitos países estão impondo bloqueios rigorosos para impedir a disseminação.

O Facebook disse que retirou centenas de milhares de postagens falsas que poderiam ser prejudiciais e, em março, exibiu avisos sobre outros 40 milhões de declarações duvidosas relacionadas ao vírus, sem removê-las.

– Em breve, também começaremos a mostrar mensagens para pessoas que antes se envolveram com informações danosas ​​ligadas ao covid-19 que removemos desde então, conectando-as a informações precisas – disse Zuckerberg em uma postagem.

O novo alerta

O novo alerta é uma concessão aos críticos que há muito pedem que o Facebook informe usuários sobre as postagens que mais tarde ele remove ou rotula como falsas. A empresa resistiu anteriormente a essas propostas, argumentando que chamar a atenção para reivindicações duvidosas pode inadvertidamente estimular sua disseminação.

As notificações, que começarão a aparecer nas próximas semanas, direcionarão as pessoas para uma lista da Organização Mundial de Saúde listando mitos comuns sobre coronavírus e incentivando a “ajudar amigos e familiares a evitar informações falsas”, disse o Facebook.

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