Atividade econômica tende a piorar nos próximos meses, adverte o BC

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Publicado segunda-feira, 25 de março de 2019 as 17:53, por: CdB

O Focus mostrou que a expectativa para a Selic passou a 7,50% no próximo ano, de 7,75% previstos antes, e em linha agora com a projeção do Top-5, grupo daqueles que mais acertam as previsões. Para este ano, permanece a estimativa de taxa básica de juros a 6,50%. O Banco Central indicou na semana passada que, diante da retomada econômica abaixo do esperado, o balanço de riscos para a inflação tem pesos iguais.

 

Por Redação – de Brasília

 

Economistas que responderam ao questionário do Banco Central (BC) reduziram pela segunda vez seguida a expectativa para a taxa básica de juros no final de 2020. Segundo a pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira, o BC vê a economia aquém do esperado e balanço equilibrado de riscos.

Pesquisa do BC mostra o declínio do PIB, com juros altos e inflação ascendente
Pesquisa do BC mostra o declínio do PIB, com juros altos e inflação ascendente

O Focus mostrou que a expectativa para a Selic passou a 7,50% no próximo ano, de 7,75% previstos antes, e em linha agora com a projeção do Top-5, grupo daqueles que mais acertam as previsões. Para este ano, permanece a estimativa de taxa básica de juros a 6,50%.

O Banco Central indicou na semana passada que, diante da retomada econômica abaixo do esperado, o balanço de riscos para a inflação tem pesos iguais tanto para cima quanto para baixo.

Inflação

A decisão do BC, que manteve a taxa básica de juros em 6,5% na semana passada, tira o impedimento explícito que a autoridade vinha apontando para possivelmente diminuir os juros à frente. O mercado aguarda agora a divulgação da ata desse encontro na terça-feira.

O levantamento semanal continuou apontando piora do cenário econômico, com reduções de 0,01 ponto percentual e de 0,02 ponto para as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respectivamente em 2019 e 2020, a 2,0 e 2,78%.

A pesquisa com uma centena de economistas apontou ainda que não houve mudanças nas expectativas para a alta do IPCA, permanecendo em 3,89% para 2019 e 4% em 2020. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

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