Ativista de Direitos Humanos aguarda julgamento na Arábia Saudita e pode ser decapitada

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Publicado segunda-feira, 20 de agosto de 2018 as 20:16, por: CdB

Esra al-Ghamgam foi presa por se manifestar, pacificamente, pela democracia e pela libertação de prisioneiros políticos, em dezembro de 2015.

 

Por Redação, com agências internacionais – de Riad

 

A Arábia Saudita mantém presa a  ativista Esra al-Ghamgam, de 29 anos, sob ameaça de ser decapitada, diferentemente do que publicou anteriormente, aqui, o Correio do Brasil. A mulher executada, na tarde de domingo, teria sido Laila Bint Abdul Muttalib Bassin, julgada e condenada à morte por assassinato. Esra ainda permanece, após três anos, no corredor da morte, em uma prisão da capital Riad. Há mais de 75 decapitações programadas para ano. Estes números, segundo organizações ligadas aos Direitos Humanos, continuarão a subir, à medida que mais 51 pessoas aguardam a execução pública.

Esra al-Ghamgam foi decapitada por um carrasco, com um golpe de espada
Esra al-Ghamgam foi decapitada por um carrasco, com um golpe de espada

Esra al-Ghamgam foi presa por se manifestar, pacificamente, pela democracia e pela libertação de prisioneiros políticos, em dezembro de 2015. Em 15 de agosto, a Procuradoria Saudita determinou a pena de morte para a ativista.

‘Anti-sistema’

Sem uma forma de checar, imediatamente, com o governo saudita, a reportagem do CdB baseou-se na conta de Twitter do grupo Thefreethoughts, entre outras fontes sauditas. Todos foram unânimes em afirmar que Esra al-Ghamgam fora executada, no domingo. Ela foi citada na imagem que aparece em um vídeo, de joelhos, com o executor pronto a desfechar o golpe e decapitá-la com uma espada, cercada pelas forças de segurança.

Ghamgham foi detida junto com seu marido Seyyed Musa Ja’afar Hashem durante um ataque a sua casa, na região predominantemente xiita de Qatif, na Província Oriental, em 8 de dezembro de 2015.

Citando a conta do Twitter, o jornal al-Quds al-Arabi, baseado em Londres, relatou anteriormente que sua prisão foi em resposta a suas atividades “anti-sistema”.

Direitos Humanos

Atualmente, o regime islamo-fascista da Arábia Saudita é governado pelo príncipe herdeiro do reino, Mohammad bin Salman. Ele tem tentado se apresentar como o defensor da reforma social e de uma figura liberal, mas se mantém alinhado à linha-dura do governo.

Já em maio, ele suspendeu a proibição do reino à liderança feminina, mas pouco antes, as forças de segurança sauditas realizaram uma série de prisões de mulheres ativistas, incluindo algumas das pessoas que apoiaram a eliminação da proibição.

Outros ativistas seguem presos e as detenções continuadas provocam críticas diretas de grupos de direitos internacionais.

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