Ato denuncia desmonte da saúde por Bruno Covas

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, São Paulo, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020 as 14:14, por: CdB

Abraço simbólico reúne servidores e população em defesa da saúde pública em unidade que foi palco da morte de paciente da ala psiquiátrica.

Por Redação, com RBA – de São Paulo

Trabalhadores e movimentos de saúde realizaram um ato de protesto na terça-feira no Hospital Municipal Tide Setúbal, em Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo, para denunciar a política de desmonte do atendimento de saúde pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). O ato reuniu usuários e trabalhadores num abraço simbólico ao serviço.

Trabalhadores e movimentos de saúde realizaram um ato de protesto no Hospital Municipal Tide Setúbal
Trabalhadores e movimentos de saúde realizaram um ato de protesto no Hospital Municipal Tide Setúbal

– A única alternativa é nos organizarmos para resistir diante desse desmonte que está ocorrendo aqui no Hospital Municipal Tide Setúbal e todos os outros hospitais aqui no município de São Paulo. Nossa organização tem que ser entre os trabalhadores e com a população, para enfrentar esse desmonte, sucateamento que está adoecendo os trabalhadores e matando a população – explicou a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep-SP), Lourdes Estêvão.

Nem mesmo a presença de policiais, que questionaram os ativistas sobre a motivação do protesto, e do diretor da unidade hospitalar em uma ação intimidatória aos trabalhadores fez com que representantes deixassem de denunciar a má gestão do hospital, a falta de recursos humanos, o desrespeito aos protocolos de atendimento e a não garantia de saúde mental no atendimento.

O hospital, que vem protagonizando o noticiário policial da mídia, pela superlotação, pacientes sem a devida assistência, óbitos maternos, insumos vencidos e a falta de investimentos em estrutura e recursos humanos, registrou no dia 28 de janeiro a morte de um dos pacientes da enfermaria de Saúde Mental por outro interno.

Descaso do governo Covas

Uma morte que, segundo os trabalhadores e conselheiros, poderia ter sido evitada. Na avaliação de Charles Monteiro de Jesus, coordenador de Região Leste pelo Sindsep, esses problemas são fruto do descaso do governo Covas.

– O hospital está em completo abandono para que as organizações sociais assumam esse papel de atendimento à população. Entendemos que o poder público tem o dever de cuidar de nossa população. Por essa razão, estamos nesse ato e também como forma de desagravo às mortes que têm ocorrido devido à desestruturação desse hospital – explicou o conselheiro municipal de saúde, Paulo Roberto Belinello.

Para a auxiliar de enfermagem, Rosane Bomfim, os governos federal, estadual e municipal se uniram numa linha única de desmonte dos serviços públicos que, “na saúde tem menos funcionários e mais mortes”. A desvalorização foi outro problema destacado pelos trabalhadores. “Esse ato é um grito de socorro para nós. Precisamos de apoio não apenas da categoria, mas dos usuários”.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *