Em ato recíproco à libertação de diretora da Huawei, China extradita canadenses

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Publicado sábado, 25 de setembro de 2021 as 16:06, por: CdB

O ex-diplomata Kovrig e o empresário Spavor foram presos em dezembro de 2018, acusados de espionagem. O segundo, inclusive, foi condenado há 11 anos de prisão pelo crime, recentemente.

Por Redação, com agências internacionais – de Pequim e Ottawa

Após a diretora da Huawei, Meng Wanzhou, ser libertada pela Justiça do Canadá, na véspera, a China anunciou neste sábado que os canadenses Michael Spavor e Michael Kovrig foram soltos da prisão e poderão retornar ao seu país. A notícia já havia sido confirmada na noite passada pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Meng Wanzhou Huawei
A diretora da Huawei Meng Whanzhou foi libertada da prisão, nos EUA

— Há poucos minutos, Michael Kovrig e Michael Spavor deixaram o espaço aéreo chinês para voltar para casa. Esses dois homens viveram por mais de mil dias uma terrível prova. Eles demonstraram determinação e resiliência dia após dia e são uma inspiração para todos nós — disse Trudeau ao fazer o anúncio. Ambos chegaram em solo canadense, nesta manhã.

O ex-diplomata Kovrig e o empresário Spavor foram presos em dezembro de 2018, acusados de espionagem. O segundo, inclusive, foi condenado há 11 anos de prisão pelo crime, recentemente.

Defesa

A prisão de ambos sempre foi vista por Ottawa como uma resposta à detenção de Meng, que os canadenses fizeram a pedido dos Estados Unidos. Os norte-americanos acusam a executiva e filha do fundador da Huawei de violar as sanções impostas contra o Irã e cometer crimes de fraude imobiliária e bancária para mascarar o apoio aos iranianos.

Nesta sexta-feira, porém, o Departamento de Justiça dos EUA e os advogados da diretora fecharam um acordo para que ela foi colocada em liberdade. À noite, a Justiça de Vancouver liberou Meng após uma rápida audiência.

A chegada da executiva chinesa tem ganhado bastante destaque na mídia estatal do país, que faz uma cobertura intensa sobre sua volta após quase três anos. A empresa e o governo chinês também informaram que continuarão lutando para defender Meng das acusações “infundadas” de Washington.

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