Aumenta a crise entre Bolsonaro e Paulo Guedes

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Publicado sexta-feira, 4 de outubro de 2019 as 13:54, por: CdB

Paulo Guedes teria iniciado um movimento para enfraquecer a proposta que tem por objetivo destinar mais recursos a estados e municípios.

Por Redação, com Agências de Notícias – de Brasília

A relação entre o presidente neofascista Jair Bolsonaro e seu homem de confiança, o ministro da Economia, Paulo Guedes, parece estar bastante desgastada. De acordo com o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, a crise teria se intensificado nesta semana quando Bolsonaro soube que Guedes atuou contra a proposta do “pacto federativo”.

Paulo Guedes teria iniciado um movimento para enfraquecer a proposta que tem por objetivo destinar mais recursos a estados e municípios
Paulo Guedes teria iniciado um movimento para enfraquecer a proposta que tem por objetivo destinar mais recursos a estados e municípios

Ainda de acordo com o jornal, Paulo Guedes começou um movimento para enfraquecer a proposta que tem por objetivo destinar mais recursos a estados e municípios. A posição do ministro seria uma resposta aos parlamentares que derrubaram um artigo da reforma que criava regras mais rígidas sobre o abono salarial. Guedes teria dado explicações sobre suas ações ao chefe na quinta-feira.

No dia 11 de agosto, Jair Bolsonaro culpou o ministro da economia pela nova recessão que se aproxima.

— Pergunta para o Paulo Guedes, pergunta para o Paulo Guedes. Outra pergunta — disse Bolsonaro aos jornalistas que o questionaram sobre o drama do desemprego.

Após análise de 87 indicadores, em áreas diversas, pesquisa realizada por um dos diários paulistanos conservadores, ao longo dos primeiros seis meses da atual gestão, mostra que 44 deles regrediram em relação ao mesmo período do exercício anterior. Segundo o diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, 15 indicadores seguiam estáveis e somente 28 apresentaram algum tipo de melhora.

Buraco negro

Em julho deste ano, o ministro da Economia disse à agência inglesa de notícias Reuters que o país está fadado a um baixo nível de expansão. Na época, Guedes disse que “o buraco negro fiscal impede investimentos. Com a Nova Previdência abrimos espaço para 10 a 15 anos de retomada do crescimento”.

Cala boca já em 2018

No ano passado, ainda em campanha, Paulo Guedes precisou cancelar três aparições públicas e algumas entrevistas depois do “cala boca” que recebeu de Bolsonaro. Ele faria conferências e precisou desmarcar os compromissos, em cima da hora, após a polêmica gerada em torno de uma proposta atribuída a ele de criar um imposto nos moldes da CPMF e de uma alíquota única para o Imposto de Renda.

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