Aumento na conta de luz é o maior em três anos

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Publicado terça-feira, 27 de abril de 2021 as 16:22, por: CdB

Caso ocorra uma alteração para a bandeira vermelha nível 1, a energia ficará 10% mais cara, a R$ 4,599 por cada 100 kwh; caso vá para a vermelha nível 2, aumenta em 21%, para R$ 7,571 a cada 100 kwh.

Por Redação – de Brasília

O aumento médio da conta de luz em 2021 deve ser o maior registrado desde 2018. No primeiro trimestre deste ano, houve um custo adicional de R$ 1,34 a cada 100 kilowatts-hora consumidos nas contas de luz, devido à mudança da bandeira verde para a amarela. A expectativa é que a partir de maio ocorra o acionamento da bandeira vermelha, patamar mais elevado de tarifas energéticas.

A Light, distribuidora de energia para a Cidade do Rio de Janeiro, há mais de um século, fatura alto para grupos estrangeiros
A conta de luz está com a bandeira vermelha, nível mais alto dos últimos três anos nessa época do ano

Caso ocorra uma alteração para a bandeira vermelha nível 1, a energia ficará 10% mais cara, a R$ 4,599 por cada 100 kwh; caso vá para a vermelha nível 2, aumenta em 21%, para R$ 7,571 a cada 100 kwh. A se manter a bandeira amarela, poderá até mesmo haver uma redução de aproximadamente 26%, para R$ 0,996.

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, com os sucessivos aumentos na tarifa, a alta média deve ficar em torno de 13% em 2021 em relação ao ano anterior, diante de aproximadamente 15% em 2018.

Dólar

Mas um estudo publicado em fevereiro deste ano pela TR Soluções, empresa de tecnologia aplicada ao setor elétrico, mostra ainda um aumento médio superior a 13% em 2021, cerca de 14,5%. As regiões com maiores altas, de acordo com a pesquisa, devem ocorrer nas regiões Norte e Centro-Oeste, ambas com uma previsão de 19,4%. Em seguida, aparecem Nordeste (17,6%), Sudeste (13,1%) e Sul (12,2%).

Economia

Entre as justificativas para o aumento estão as chuvas escassas entre novembro e abril, época conhecida como “período úmido” entre aqueles do setor energético; uso intenso das termelétricas, que geram energia mais cara e são acionadas quando é necessário poupar as hidrelétricas; a disparada do dólar desde o início da pandemia, uma vez que a energia da hidrelétrica de Itaipu é cotada em dólar.

Também é responsável pelo aumento o avanço do IGPM, um índice conhecido por reajustar os contratos de aluguel, mas também utilizados para reajustar os contratos com as distribuidoras de energia. Em 2020, o IGPM teve um aumento de 23,14%.

Para economizar na fatura, algumas dicas são tomar banhos curtos, de até cinco minutos; utilizar a opção morna do chuveiro; não colocar alimentos quentes dentro da geladeira; regular a temperatura interna da geladeira; deixar um espaço para ventilação atrás da geladeira; utilizar lâmpadas econômicas; utilizar o ferro de passar roupa com menos frequência, assim como a máquina de lavar roupa; retirar os aparelhos da tomada sempre que possível.