Austrália diz que Facebook e Google terão que se comprometer com regras de concorrência

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Publicado quinta-feira, 12 de dezembro de 2019 as 12:18, por: CdB

A Austrália disse nesta quinta-feira que gigantes da tecnologia como o Facebook e o Google terão que concordar com novas regras para garantir que não abusem de seu poder de mercado.

Por Redação, com Reuters – de Sydney/Nova York

A Austrália disse nesta quinta-feira que gigantes da tecnologia como o Facebook e o Google terão que concordar com novas regras para garantir que não abusem de seu poder de mercado e prejudiquem a concorrência, ou o governo vai impor novos controles sobre eles.

A Austrália disse nesta quinta-feira que gigantes da tecnologia como o Facebook e o Google terão que concordar com novas regras
A Austrália disse nesta quinta-feira que gigantes da tecnologia como o Facebook e o Google terão que concordar com novas regras

O primeiro-ministro Scott Morrison disse que a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC) criará um código de conduta para tratar das reclamações de que as empresas de tecnologia têm uma posição de domínio sobre a publicidade, o principal gerador de renda das operadoras de mídia locais.

As diretrizes garantirão que um poder de mercado substancial não seja usado para diminuir a concorrência nos mercados de serviços de mídia e publicidade.

As empresas de tecnologia

O governo da Austrália disse que as empresas de tecnologia precisariam concordar com as novas regras até novembro de 2020 ou as forçará.

– As empresas estão em aviso prévio. O governo não está brincando. Não hesitaremos em agir – disse o tesoureiro australiano Josh Frydenberg a repórteres.

O Google e o Facebook disseram apoiar uma concorrência maior e trabalharão em estreita colaboração com a ACCC.

Twitter

O Twitter planeja montar um grupo de pesquisa independente para criar um “padrão aberto e descentralizado” para redes sociais, um modelo que a plataforma aspira a seguir, afirmou o presidente-executivo, Jack Dorsey, na quarta-feira.

Soluções centralizadas estão tendo dificuldades para enfrentar muitos novos desafios das redes sociais, incluindo moderação de conteúdo em larga escala, afirmou Dorsey, acrescentando que o novo padrão não será de propriedade de nenhuma empresa privada.

– A aplicação centralizada da política global para lidar com abusos e informações enganosas dificilmente aumentará a longo prazo, sem sobrecarregar demais as pessoas – disse ele no Twitter.

O vice-presidente de tecnologia do Twitter, Parag Agrawal, ficará encarregado de contratar um líder para a equipe de pesquisa, chamada Bluesky, disse Dorsey, embora reconheça que o projeto levará muitos anos para ser concluído.

Dorsey explico ainda como a tecnologia blockchain pode fornecer um modelo para descentralizar a hospedagem de conteúdo, a moderação e até a monetização das mídias sociais.

– Isso nos permitirá acessar e contribuir para um corpus muito maior de conversas públicas, concentrar nossos esforços na criação de algoritmos de recomendação abertos que promovam conversas saudáveis … – disse Dorsey, detalhando como a mudança seria benéfica para o Twitter.

App do Disney +

O Disney + da Walt Disney já foi baixado 22 milhões de vezes em dispositivos móveis desde o lançamento do serviço de streaming em novembro, de acordo com a empresa de pesquisa Apptopia.

A Disney informou anteriormente que seu novo serviço havia tido “uma demanda extraordinária do consumidor” no dia do lançamento, atingindo 10 milhões de assinaturas.

A empresa agora possui cerca de 41,5 milhões de espectadores nos Estados Unidos, incluindo assinantes de seus outros serviços de streaming, Hulu e ESPN +, em comparação com 61 milhões da Netflix, líder do setor.

A Apptopia disse que os concorrentes da Disney +, incluindo Netflix e Prime Video da Amazon, mantiveram seu desempenho inalterado durante o mesmo período.

Enquanto os usuários nos Estados Unidos passaram cerca de 200 milhões de horas no aplicativo Disney + durante as primeiras quatro semanas de seu lançamento, os usuários da Netflix gastaram cerca de 1 bilhão de horas durante o mesmo período, de acordo com a Apptopia.

Separadamente, a Disney + foi o termo mais pesquisado no Google este ano nos Estados Unidos.

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