Austrália nega pedidos de Djokovic para amenizar quarentena

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Publicado terça-feira, 19 de janeiro de 2021 as 13:47, por: CdB

O primeiro-ministro do Estado australiano de Vitória, Daniel Andrews, recusou a lista de pedidos feita pelo sérvio Novak Djokovic para amenizar a situação dos tenistas que estão em quarentena no país.

Por Redação, com ANSA – de Vitória, Austrália 

O primeiro-ministro do Estado australiano de Vitória, Daniel Andrews, recusou a lista de pedidos feita pelo sérvio Novak Djokovic para amenizar a situação dos tenistas que estão em quarentena no país. Mais de 70 profissionais foram isolados por estarem em voos com pessoas contaminadas pelo coronavírus Sars-CoV-2.

Novak Djokovic

Djokovic, que chegou na Austrália em um voo que não registrou casos de covid-19, pediu para que os atletas fossem transferidos para casas particulares com quadras de tênis. Além disso, solicitou que treinadores ou preparadores físicos que testassem negativo recebessem sinal verde para visitar os tenistas.

Em junho, Djokovic testou positivo após ter organizado um torneio de tênis sem levar em conta medidas de prevenção contra a covid-19. A competição foi palco de aglomerações de milhares de pessoas sem máscaras e contou com diversos eventos paralelos, como exibições de basquete e até festas.

– As pessoas são livres para apresentar uma lista de demandas, mas a resposta é não. Não existe um tratamento especial. O vírus não trata ninguém de maneira especial e, consequentemente, nem nós – disse Andrews.

Rígida quarentena nos hotéis

Pelo menos 72 tenistas foram colocados em uma rígida quarentena nos hotéis depois de compartilhar três voos que chegaram à Austrália com pessoas que testaram positivo para a covid-19.

A bielorussa Victoria Azarenka, ex-número 1 do mundo, publicou em suas redes sociais um texto tentando apaziguar o tenso momento envolvendo o primeiro Grand Slam de 2021.

– É um momento muito difícil para muitos de nós, que não esperavam estar nesta situação em que estamos hoje. Ficar em uma quarentena rigorosa por 14 dias é difícil de aceitar, pois atrapalha todo o trabalho de pré-temporada. Às vezes as coisas acontecem e a gente tem que aceitar, nos adaptar e não parar.

Quero pedir aos colegas cooperação, compreensão e empatia com a comunidade global”, escreveu Azarenka, que estava em um dos voos que registraram casos da covid-19.