Automação atingirá mais da metade dos empregos em até 20 anos

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Publicado quinta-feira, 3 de outubro de 2019 as 11:30, por: CdB

Pesquisa indica que mais de 50 milhões de postos de trabalho poderão ser exercidos de forma automatizada por tecnologias já existentes.

Por Redação, com Agências de Notícias – do Rio de Janeiro

Uma pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE com um estudo da Universidade de Oxford revelou que mais da metade dos empregos formais e informais no Brasil (58,1%) pode ser substituída por máquinas nos próximos dez a 20 anos. Segundo o estudo divulgado pelo jornal Valor Econômico, este número equivale a 52,1 milhões postos de trabalho.

Pesquisa indica que mais de 50 milhões de postos de trabalho poderão ser exercidos de forma automatizada por tecnologias já existentes.
Pesquisa indica que mais de 50 milhões de postos de trabalho poderão ser exercidos de forma automatizada por tecnologias já existentes.

De acordo com os responsáveis pelo estudo, o economista Bruno Ottoni e pelo matemático Paulo Rocha e Oliveira, o número faz referência aos empregos classificados na faixa de “risco alto” de serem exercidos de forma automatizada nas próximas décadas por tecnologias já existentes. São atividades que não demandam originalidade e criatividade e de não exigirem relações socioemocionais e certas habilidades motoras.

Entre as ocupações incluídas na faixa de “risco alto” estão a condução de automóveis, táxis e caminhonetes (98% de probabilidade de automação), atividades que pode ser substituída por carros autônomos. Ainda neste grupo estão cobradores, entrevistadores de pesquisa de mercado, balconistas e até garçons. Ainda segundo os pesquisadores, o custo da mão de obra brasileira também irá interferir nas futuras mudanças, já que devido aos salários baixos, o empresariado pode apostar na substituição do funcionário pela automação.

Se esta pesquisa indica um tempo de dez a 20 anos, o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em abril deste ano, dá um pouco mais de tempo para esta transformação. Segundo o Ipea, mais da metade dos trabalhadores brasileiros devem perder seus empregos para máquinas nos próximos 30 anos.

De acordo com o Instituto, 35 milhões de trabalhadores formais correm risco de perder seus empregos para a automação até 2050. A pesquisa alerta para o elevado nível de desemprego nos próximos 30 anos no país caso os profissionais e o Estado não se preparem. Ainda segundo o Ipea, áreas com menos risco de serem afetadas pela automação são as que envolvem empreendedorismo, criatividade, análise, tomada de decisões estratégicas, cuidado humano e trabalho em equipe.

Novas profissões

Segundo a pesquisa do Ipea, o desenvolvimento de novas tecnologias representa o advento de novas necessidades e, consequentemente, a criação de novas profissões associadas a supervisionar, manter e incrementar as tecnologias recém-introduzidas.

Já as profissões que devem ser mantidas no curto/médio prazo as profissões associadas a valores humanos como empatia (assistentes sociais), cuidado (babás) e interpretação subjetiva (críticos de artes, por exemplo). Esta pesquisa utiliza dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) – painel que cobre 97% dos trabalhadores formais no Brasil entre 1986 e 2017 e que tem por objetivo subsidiar políticas públicas do mercado de trabalho no país.

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