Autoridade da Venezuela acredita que atrás da ajuda humanitária ‘vêm balas e bombas’

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Publicado sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019 as 12:16, por: CdB

Integrante do Parido Socialista Unido, Mora adicionou ainda que o Estado venezuelano “acredita no diálogo e nas perspectivas” que podem emergir da cúpula feita na quinta-feira, em Montevidéu (Uruguai), pelo Grupo de Contato Internacional sobre a Venezuela.

Por Redação, com Sputnik – de Caracas 

O presidente do Conselho Legislativo do estado de Táchira na Venezuela, Luis Mora, afirmou que “o governo venezuelano sempre acreditou no diálogo e na política” e “não na guerra”, demonstrando receio de que a ajuda humanitária seja usada como desculpa para uma intervenção.

Venezuelan authority believes that behind humanitarian aid ‘bullets and bombs come’

Integrante do Parido Socialista Unido, Mora adicionou ainda que o Estado venezuelano “acredita no diálogo e nas perspectivas” que podem emergir da cúpula feita na quinta-feira, em Montevidéu (Uruguai), pelo Grupo de Contato Internacional sobre a Venezuela.

– Temos uma grande fé e desejamos, e esperamos, que o mundo inteiro volte sua atenção para a Venezuela de maneira sincera, porque todo o mundo observa como está a Venezuela de todos os lados sem se concentrar nos interesses e na razão de fundo – disse durante entrevista à agência russa de notícias Sputnik.

Mora ainda confirma a falta de alimentos e medicamentos no país, explicando que não foi “permitido trazê-los”.

– Eles nos bloqueiam, não permitem a passagem de navios, não permitem que os bancos entreguem o dinheiro da Venezuela, que são bilhões e bilhões de dólares – denunciou o dirigente bolivariano.

Mora também questionou o fato de que há países, “como a Colômbia, cujo governo não quer enxergar além do que uma guerra pode significar”.

Além disso, o dirigente bolivariano desmentiu os relatos que dizem sobre o início da ajuda humanitária através do estado de Táchira. Ele acredita que o objetivo da ajuda externa seja político, ao demonstrar a imagem do povo venezuelano correndo para pegar “caixas de ajuda humanitária”.

– O povo é consciente e sabe o que aconteceu, por exemplo, na Síria ou Iraque, onde se falava de uma ajuda humanitária (…), mas isso não passa de um Cavalo de Troia: atrás disso vêm balas e bombas.

Para ajudar Caracas, Mora sugere que “sejam suspensas as sanções econômicas e financeiras”, devolvendo o “dinheiro que está bloqueado nos bancos internacionais” para que, assim, seja possível comprar medicamentos e alimentos ao povo venezuelano.

– Aqui continuamos apostando em uma solução pacífica, política e consensual. Desde suas origens, o povo venezuelano teve a herança genética de nosso herói e, diante dos povos indígenas que lutaram, esse sangue está ali, que ainda não foi apagado. Não esperamos ou queremos que isso aconteça (…)  a pátria será defendida – concluiu.

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