Auxílio-moradia significa R$ 360 milhões ao ano a menos no Imposto

Arquivado em: Brasil, Últimas Notícias
Publicado domingo, 11 de fevereiro de 2018 as 16:38, por: CdB

Cada um dos 18 mil juízes que usam o auxílio-moradia deixa de pagar R$ 20 mil por mês em impostos.

 
Por Redação – de São Paulo

Ao todo, cerca de 18 mil juízes brasileiros, de 81 tribunais federais e estaduais, deixaram de pagar cerca de R$ 30 milhões por mês de Imposto de Renda. A facilidade é graças à isenção tributária de benefícios como auxílio-moradia; auxílio-alimentação e auxílio-saúde. Os chamados “penduricalhos”, se fossem tributados da mesma forma que os salários, significariam que cada juiz teria de repassar, em média, 19% a mais para a Receita Federal.

O juiz Marcelo Bretas e a mulher, a juíza Simone Bretas, ganharam na Justiça o direito de receber auxílio-moradia

Com R$ 360 milhões por ano, o programa Minha Casa, Minha Vida teria cerca de 720 mil moradias a mais para distribuir aos mais pobres. Como a grande maioria dos auxílios concedidos pelo Poder Judiciário tem valor fixo e pagamento mensal; é possível projetar que essa espécie de renúncia fiscal alcance de 20 mil por mês, para cada magistrado.

Nas últimas semanas, líderes da categoria e juízes de grande expressão pública; entre eles Sérgio Moro, titular da 13.ª Vara Federal de Curitiba; responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância – procuraram justificar o recebimento generalizado de auxílio-moradia; mesmo entre os proprietários de imóveis, como uma forma de complementação salarial.

De volta

Um dos juízes que usa, imoralmente, o benefício do auxílio-moradia, o juiz Marcelo Bretas, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato no Estado do Rio de Janeiro, voltou a usar o Twitter. Ele retorna à rede social que ele usou para defender o auxílio-moradia e depois abandonou a conta. O magistrado compartilhou uma matéria da agência inglesa de notícias BBC, intitulada Por que é tão difícil investigar e comprovar corrupção no Brasil e no mundo?.

Ao defender o direito imoral a acumular o recebimento de auxílio-moradia junto com a mulher dele; a também juíza Simone Bretas, o magistrado foi ao Twitter, no final do mês passado, dizer que tem “esse ‘estranho’ hábito. “Sempre que penso ter direito a algo eu vou à Justiça e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto, ou pegar escondido ou à força . Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito”, afirmou.

Alguns dias depois, o magistrado agradeceu ter ultrapassado a marca de 30 mil seguidores e anunciou que não usará seu perfil no Twitter. “Agradeço aos mais de 30 mil seguidores. Findo este período de férias, informo que não usarei esta conta de Twitter pelos próximos meses. Teremos um ano de muito trabalho…Até”; disse Bretas, que voltou ao trabalho no dia 7 de fevereiro.

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