Avaliação negativa de Bolsonaro dispara 20 pontos, mostra pesquisa

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Publicado segunda-feira, 26 de agosto de 2019 as 13:18, por: CdB

O levantamento também mostrou que a avaliação positiva do governo Bolsonaro é de 29,4%, ante 38,9% em fevereiro.

Por Redação, com Reuters e Agências de Notícias – de São Paulo

A desaprovação ao desempenho pessoal do presidente Jair Bolsonaro saltou para 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro, mostrou nesta segunda-feira pesquisa CNT/MDA, que também apontou que a aprovação pessoal do desempenho do presidente caiu para 41%, ante 57,5% em fevereiro.

O levantamento também mostrou que a avaliação positiva do governo Bolsonaro é de 29,4%, ante 38,9% em fevereiro. O percentual dos que têm uma avaliação negativa da gestão é agora de 39,5%, contra 19% em fevereiro. Os que avaliam o governo como regular são 29,1%, ante 29%, apontou a pesquisa.

O levantamento também mostrou que a avaliação positiva do governo Bolsonaro é de 29,4%, ante 38,9% em fevereiro.

A pesquisa mostra também a relação com o Congresso. Dos entrevistados, 31,6% afirmam que o presidente tem conseguido uma boa articulação para aprovar temas importantes para o Brasil, enquanto 55,6% acham que ele não está conseguindo articular as propostas. 12,8% não souberam ou não responderam.

A pesquisa mostra, ainda, que entrevistados apontaram Saúde (54,7%), Educação (49,8%) e Emprego (44,2%) como os maiores desafios do atual governo. Dentre as onze opções apresentadas, os entrevistados deixaram Energia (2,0%), Saneamento (3,1%) e Transporte (3,5%) como os menores desafios.

A pesquisa coloca o Combate à Corrupção (31,3%), Segurança (20,8%) e Redução de cargos e ministérios (18,5%) como as áreas que o governo melhor atuou nestes oito meses.

Ainda de acordo com a pesquisa, Saúde (30,6%), Meio Ambiente (26,5%) e Educação (24,5%) foram apontados pelos entrevistados como as áreas de pior desempenho de Bolsonaro.

O fato de os filhos de Bolsonaro opinarem sobre integrantes e ações de seu governo também é vista de forma negativa pelos entrevistados. A pesquisa mostra que 72% consideram inadequada a postura do presidente Jair Bolsonaro de indicar um de seus filhos à embaixada dos Estados Unidos.

A pesquisa do instituto MDA, para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), ouviu 2.002 pessoas, entre quinta-feira e domingo. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Relação complicada com líderes internacionais

A avaliação a respeito do mandatário brasileiro também não está positiva entre alguns líderes mundiais. O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse a um jornal de São Paulo que deve relacionar-se com Bolsonaro somente de forma institucional: “Não é porque temos diferenças ideológicas que não vamos nos relacionar politicamente. Relacionamo-nos bem com todos os presidentes, desde que tenham sido eleitos de forma democrática.”

O boliviano disse ainda que deve-se levar em contra que o gasoduto Brasil-Bolívia é a mais importante alavanca econômica do país, o que implica um esforço extra de Evo para manter relações normais como Brasil.

Em resposta às declarações machistas e de mal gosto feitas pelo neofascista Jair Bolsonaro sobre a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse, nesta segunda-feira, que as mulheres brasileiras devem ter vergonha do presidente.

Bolsonaro respondeu no domingo a um post no Facebook que comparava a aparência de sua esposa Michelle, 37, com a esposa de 66 anos de Macron, Brigitte.

– Não humilha cara. Kkkkkk – escreveu Bolsonaro em um comentário amplamente criticado como sexista.

Questionado sobre o incidente em uma entrevista coletiva em Biarritz, onde os líderes do G7 estão reunidos para uma cúpula, Macron disse que os comentários são “extremamente desrespeitosos” para com sua esposa.

Macron também classificou os comentário como “tristes” e afirmou que espera que o Brasil tenha “rapidamente” um presidente que se comporte à altura do cargo.

– Como eu tenho muita amizade e respeito pelo povo brasileiro, eu espero que muito rapidamente eles tenham um presidente que se comporte à altura – disse Macron a jornalistas.

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