Balas perdidas atingem mulheres na Zona Norte do Rio

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Publicado terça-feira, 10 de abril de 2018 as 12:54, por: CdB

A Polícia Militar informou que logo após o fim de uma operação para combater o tráfico de drogas na região, na comunidade da Serrinha, policiais foram acionados para a ocorrência

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Duas mulheres foram vítimas de bala perdida, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Uma delas, identificada como Luciane Santos, de 45 anos, foi atingida na perna dentro de casa, na rua Riacho Doce, no bairro de Oswaldo Cruz.

Duas mulheres foram vítimas de bala perdida, na Zona Norte da cidade do Rio

Luciane foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Estadual Carlos Chagas. A outra vítima foi atingida no pé enquanto aguardava a chegada do trem na estação de Madureira, próximo da primeira vítima.

A Polícia Militar informou que logo após o fim de uma operação para combater o tráfico de drogas na região; na comunidade da Serrinha, policiais foram acionados para a ocorrência. Elisângela Bayerl, de 46 anos; foi socorrida e seria levada para um hospital próximo, mas segundo o Corpo de Bombeiros, ela preferiu ir sozinha para uma unidade de saúde.

Caso Marielle

A cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro se reuniu na segunda-feira com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para discutir o andamento das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O encontro ocorreu a portas fechadas na Delegacia de Homicídios da capital (DH). O crime completa um mês no próximo sábado.

Estiveram presentes Homero das Neves, promotor do MPRJ responsável pelo caso, e Giniton Lages, delegado da Polícia Civil que preside as investigações. Eles compartilharam informações com o procurador-geral de Justiça do Estado, Eduardo Gussem; o secretário estadual de Segurança Pública, general Richard Nunes; o chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa; e o superintendente regional da Polícia Federal, Ricardo Andrade Saadi.

MPRJ

O único que deu declarações após a reunião foi o procurador-geral de Justiça; Eduardo Gussem. Segundo ele, o encontro que estreita o diálogo entre o MPRJ e as estruturas de segurança do Rio de Janeiro. Gussem também avaliou que as investigações caminham de uma forma positiva e reiterou que o caso continua sob sigilo.

– Tem toda uma dinâmica a ser montada. As autoridades responsáveis estão conduzindo com todo cuidado necessário. Obviamente; o tempo da área jurídica e do próprio delegado é um tempo diferente da expectativa; às vezes, da própria imprensa. É um caso que requer muita atenção. Mas nós acreditamos na linha de investigação que está sendo encaminhada – disse.

O encontro ocorre menos de uma semana após o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) assegurar em liminar a autonomia do MPRJ para investigar os homicídios. A decisão, que ainda pode ser revista, determinou que o Ministério Público Federal (MPF) se abstenha de exercer atividades relacionadas ao caso.

A federalização das investigações

A federalização das investigações foi defendida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em 15 de março, um dia após o crime, ela chegou a instaurar procedimento instrutório, nomeando cinco procuradores para avaliar pedido de deslocamento de competência do caso para a Justiça Federal.

A reunião ocorreu um dia após o líder comunitário Carlos Alexandre Pereira Maria também ter sido assassinado a tiros. Seu corpo foi encontrado no domingo dentro de um carro, na Taquara, Zona Oeste da capital.

Ele era colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), que depôs sobre a morte de Marielle na última sexta. Gussem, no entanto, explica que o encontro não foi motivado pelo episódio. “Foi uma mera coincidência. Esta reunião já estava agendada há três dias, desde sexta-feira”, disse.

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