Baleias perdem orientação, encalham e morrem na costa da Nova Zelândia

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Publicado terça-feira, 27 de novembro de 2018 as 12:30, por: CdB

O resgate das baleias-pigmeias conta com o apoio da ONG marítima Project Jonah, que atuava nesta terça-feira com a ajuda de voluntários para tentar salvar os animais.

 

Por Redação, com Ansa – de Wellington

 

O Departamento de Conservação Ambiental da Nova Zelândia tenta salvar a vida de 10 baleias-pigmeias, encontradas encalhadas em uma praia do país. A tentativa de resgate ocorre após a morte de mais de 140 baleias-piloto, que morreram nas areias de um outro local, no último fim de semana, sem conseguir voltar ao mar. Os cetáceos eram do gênero Globicephala e chegam a medir 8,5 metros de comprimento.

Muitas das baleias encalhadas ainda estavam vivas e precisaram ser sacrificadas
Muitas das baleias encalhadas ainda estavam vivas e precisaram ser sacrificadas

O Departamento de Conservação foi alertado sobre o encalhe no sábado à noite, quando cerca de 70 baleias já estavam mortas, informou o diretor de operações do órgão, Ren Leppens.

— Infelizmente, a probabilidade de garantir que as baleias restantes voltassem ao mar com sucesso era extremamente baixa. A localidade remota, a falta de pessoal disponível e as condições dos cetáceos fizeram com que o tratamento mais humano fosse a eutanásia — lamentou, acrescentando que foi uma “decisão angustiante”.

Bandos grandes

O resgate das baleias-pigmeias conta com o apoio da ONG marítima Project Jonah, que atuava nesta terça-feira com a ajuda de voluntários para tentar salvar os animais.
A bióloga marinha Sabina Airoldi explicou que existe um forte senso de bando entre as baleias-piloto, que estaria por trás do encalhe dos mais de 140 exemplares.

— Quando o chefe do grupo perde orientação, os outros membros o seguem. A baleia-piloto vive em bandos grandes, entre 40 e 400 indivíduos, guiados por alguns exemplares de referência que em geral são as fêmeas mais velhas. É uma espécie na qual a ligação social é particularmente forte — explicou.

Encalhes

Segundo Airoldi, o homem também pode contribuir com o encalhe de baleias.

— Sons fortes, como de radares militares ou de explosões para pesquisas petrolíferas, podem atordoar os cetáceos ou lesionar seus órgãos internos. Assim eles perdem a orientação, e a corrente os puxa para a praia — afirmou.

Segundo o Departamento de Conservação, ocorrem nas costas neozelandesas por volta de 85 encalhes por ano, mas na maioria dos casos com somente um animal por incidente.

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