Bancada do Roda Viva sofre críticas de jornalistas na fuzilaria contra Manuela D’Ávila

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Publicado terça-feira, 26 de junho de 2018 as 18:30, por: CdB

“O espetáculo grotesco da bancada de jornazistas no Roda Viva desta segunda foi mais uma amostra do nível de indigência intelectual que acomete a direita brasileira”, opina o professor Santini.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila foi entrevistada, às raias da estupidez, por um time de comentaristas ligados, sem excessão, à extrema direita. O fato chamou a atenção de jornalistas independentes, que não se furtaram a opinar sobre a forma insidiosa com que se posicionaram os convidados, sob a condução do apresentador, Ricardo Lessa.

Manuela D'Ávila, candidata do PCdoB à Presidência da República, foi hostilizada em entrevista no programa Roda Viva
Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB à Presidência da República, foi hostilizada em entrevista no programa Roda Viva

“Promoveram uma fuzilaria contra Manuela D’Ávila, noite passada, no programa Roda Viva, da TV Cultura. Ela não apenas saiu ilesa, mas se agigantou perante os neofascistas que a cercaram. Não são jornalistas. São panfletários de seus patrões.

“E, sim, é válido o enfrentamento, no campo do inimigo, a exemplo da candidata comunista, aos agregados dos golpistas. Enquanto eles foram grossos, deseducados, de uma brutalidade característica das falanges nazistas; Manuela foi clara, precisa e delicada na dureza de suas respostas, sem perder a ternura em nenhum momento”, opinou o editor do Correio do Brasil, jornalista Gilberto de Souza, nas redes sociais.

Contundente

“Não vi a sacanagem contra a Manu. Bando de agentes do Moro, do Bolsonaro e coisas do gênero”, acrescentou o jornalista e escritor Paulo Cesar (PC) Guimarães.

“O espetáculo grotesco da bancada de jornazistas no Roda Viva desta segunda foi mais uma amostra do nível de indigência intelectual que acomete a direita brasileira. O Brasil, que já teve jornalistas e intelectuais de direita como Nelson Rodrigues, Paulo Francis, Roberto Campos, agora tem que se contentar com agroboys apoiadores de Bolsonaro, nerds comentadores de memes… a direita já foi melhor nesse país!

“Diante de uma bancada-pelotão que a interrompia, ofendia e estigmatizava, Manuela foi magistral. Jornalista de formação e com extremo dominio dos meios de comunicação, Manu foi contundente, assertiva e elegante, biscoito fino para a massa de manobra dos jornalões na bancada Roda morta.

Diálogo

“Quando foi possível, falou muito bem sobre temas relevantes para o desenvolvimento nacional, como agricultura, soberania alimentar, indústria 4.0, saúde pública e direitos das mulheres. Uma gigante em meio aos anões servis da “grande” imprensa! #VaiManu #LuteComoUmaGarota”; acrescentou o produtor cultural Alexandre Santini.

“Os entrevistadores de Manuela no Roda Viva têm muito a ver com os boçais que assediaram a moça russa dias atrás”, pontuou o jornalista e escritor Gilberto Maringoni.

Durante o interrogatório, no entanto, Manuela D’Ávila pontuou que o diálogo na política é fundamental e confirmou conversas entre sua base com outros pré-candidatos e siglas, sobretudo com Ciro Gomes (PDT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Guilherme Boulos (PSOL).

— É preciso conversar. É preciso conversar mais. É preciso quebrar esse ambiente de ódio na política”, argumentou a pré-candidata.

Agente de Bolsonaro

Entre os momentos de maior grosseria, entre os vários cometidos contra a líder do PCdoB, esteve a participação de Frederico D’Ávila, um dos coordenadores da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), na bancada de entrevistadores.

Diante de perguntas do diretor da Sociedade Rural Brasileira (SRB) sobre a falta de democracia em países cuja política é embasada no socialismo ou no comunismo, Manuela respondeu com acusações sobre o pré-candidato do PSL apoiar a ditadura ou a “cultura do estupro”.

“Confesso que não consegui ver o programa até o fim, tamanha a minha revolta com o que estava assistindo. Na noite de segunda-feira, o novo Roda Viva, que tinha começado tão bem, desceu ao grau mais baixo do jornalismo de sarjeta, ao literalmente massacrar uma entrevistada”, avaliou o jornalista Ricardo Kotscho.

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