Bancada evangélica se rebela contra Bolsonaro por ausência em ministério

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Publicado sábado, 1 de dezembro de 2018 as 17:39, por: CdB

Esta foi a segunda derrota da bancada religiosa. A primeira foi quando Bolsonaro indicou Ricardo Vélez Rodríguez para a Educação sem aguardar a sugestão dos evangélicos. Formada por 180 deputados, a bancada foi consultada por Jair Bolsonaro sobre nomes para a nova pasta.

 

Por Redação – de Brasília

 

A presença do médico Osmar Terra (MDB) no Ministério da Cidadania, no lugar do pastor Magno Malta (PR), que não foi reeleito para o Senado, tem gerado uma série de críticas ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Alguns integrantes da ‘bancada evangélica’ têm demonstrado irritação e ameaça se rebelar, caso não tenha cargos na Esplanada.

Senador em fim de mandato, derrotado nas últimas eleições, Magno Malta reclama de Bolsonaro
Senador em fim de mandato, derrotado nas últimas eleições, Magno Malta reclama de Bolsonaro

O senador capixaba em fim de mandato, derrotado nas últimas eleições, era o preferido dos evangélicos para o Ministério da Cidadania.

Magoado

— Quem é Osmar Terra comparado ao Magno Malta? — questionou o pastor Silas Malafaia, que diz manter o apoio “intransigente” a Bolsonaro; porém com liberdade para críticas.

Esta foi a segunda derrota da bancada religiosa. A primeira foi quando Bolsonaro indicou Ricardo Vélez Rodríguez para a Educação sem aguardar a sugestão dos evangélicos. Formada por 180 deputados, a bancada foi consultada por Jair Bolsonaro sobre nomes para a nova pasta, mas acabou surpreendido com a escolha.

Além de Magno Malta, os deputados Fernando Francischini, Alberto Fraga (ambos da bancada da bala) e Pauderney Avelino foram deixados de fora do governo Bolsonaro. Magno Malta deixou Brasília na última segunda-feira dizendo-se “magoado e machucado”, para se isolar em um sítio da família, no interior do Espírito Santo. Reclamava de estar entre os últimos a serem convocados.

— Vou receber a marmita? — reclamou o senador.

Elefante

Malta acusa os filhos de Bolsonaro e o general Hamilton Mourão (PRTB) pelo veto ao seu nome.

O general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, chegou a dizer que Magno Malta (PR-ES) era um “elefante no meio da sala” e ainda não havia definido qual o papel dele na gestão.

— Olha eu não vi nada para o Magno Malta. Eu acho que ainda estão discutindo. Tem que resolver esse caso. É aquela história, ele desistiu de ser vice de Bolsonaro para dizer que ia ganhar a eleição para senador lá no Espírito Santo. Agora ele é um elefante que está colocado no meio da sala e tem que arrumar, né? É um camelo, e tem que arrumar um deserto para esse camelo — afirmou o vice em conversa com jornalistas, no início de novembro.

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