Banco aumenta oferta de crédito para geração de energia limpa

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Publicado terça-feira, 28 de agosto de 2018 as 17:30, por: CdB

Mas a redução nas taxas de juros, que chegam agora a 0,97% ao mês, contra a partir de 1,69% ao mês anterior, podem permitir que as parcelas do financiamento de um sistema em alguns casos se paguem com o desconto obtido na conta de luz.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O banco Santander Brasil passará a oferecer a clientes em sua rede de agências uma linha de financiamento para sistemas de energia solar de pequeno e médio porte, voltados à instalação em residências, comércio, indústria ou agronegócio, o que o banco espera que impulsione um crescimento agressivo dos negócios no setor, disseram executivos nesta terça-feira.

Tem sido cada vez maior a participação da energia solar na matriz nacional, influenciada por mais acesso ao crédito
Tem sido cada vez maior a participação da energia solar na matriz nacional, influenciada por mais acesso ao crédito

Com o movimento, que envolve também uma redução dos juros nas operações, o Santander espera sair de uma carteira atual de R$ 100 milhões em financiamentos para essas instalações solares para alcançar desembolsos acumulados de R$ 1,8 bilhão, em 2021.

Participação

O superintendente-executivo de Segmentos, Geraldo Rodrigues Neto, espera ampliar a participação do banco, no mercado de financiamentos à geração solar, distribuída para 16% até 2021, contra 11% atualmente.

— Hoje já somos o maior financiador e queremos nos tornar ainda mais relevantes com essa oferta. É um segmento que a gente acredita que vai crescer de forma exponencial, e considerando que o mercado cresce muito, a gente vai ter que crescer num ritmo mais acelerado que o mercado (para ampliar a participação) — disse ele a jornalistas durante o anúncio da nova linha.

Essas pequenas instalações de energia solar, geralmente em telhados, possibilitam que os clientes abatam da conta de energia o equivalente à sua produção própria, em um desconto que ao longo do tempo permite um retorno do investimento no sistema.

Por região

Esse investimento inicial fica entre R$ 17 mil e R$ 45 mil para pessoas físicas, a depender do sistema, enquanto empresas geralmente aplicam entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, embora alguns projetos possam ser bem maiores. Isso permite que o aporte no sistema seja recuperado em geral em prazos de cerca de quatro a sete anos, segundo o Santander.

Mas a redução nas taxas de juros, que chegam agora a 0,97% ao mês, contra a partir de 1,69% ao mês anterior, podem permitir que as parcelas do financiamento de um sistema em alguns casos se paguem com o desconto obtido na conta de luz pelo cliente.

— Depende muito da região em que você está, mas em alguns casos, com esse atrativo da taxa de juros, você equaliza ou praticamente equaliza a parcela com o desconto obtido — concluiu a superintendente-executiva de Sustentabilidade do Santander, Karine Bueno.

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