Banco Central queima bilhões de dólares das divisas de emergência

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Publicado segunda-feira, 9 de março de 2020 as 17:39, por: CdB

Os mercados internacionais derretiam nesta segunda-feira com os preços do petróleo despencando até 30% após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado, que já está com sobreoferta devido aos efeitos do coronavírus sobre a demanda. O leilão será realizado nesta segunda-feira, entre 9h10 e 9h15, mesmo horário que havia sido anunciado anteriormente.

Por Redação – de Brasília e São Paulo

O Banco Central (BC) anunciou nesta segunda-feira leilão de venda à vista de até US$ 3 bilhões das divisas de emergência do país, cancelando o anúncio de venda de até US$ 1 bilhão feito na sexta-feira. A decisão pelo aumento do volume leiloado se deu por “condições do mercado”, de acordo com a assessoria de imprensa do BC.

Operador aponta o momento em que foi acionado o circuit breaker da Bolsa de Valores de São Paulo
Operador aponta o momento em que foi acionado o circuit breaker da Bolsa de Valores de São Paulo

Os mercados internacionais derretiam nesta segunda-feira com os preços do petróleo despencando até 30% após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado, que já está com sobreoferta devido aos efeitos do coronavírus sobre a demanda. O leilão será realizado nesta segunda-feira, entre 9h10 e 9h15, mesmo horário que havia sido anunciado anteriormente.

Cotação

O BC decidiu ampliar o uso das ferramentas de intervenção no mercado de câmbio, após a venda de 5 bilhões de dólares em swaps cambiais não ter impedido o dólar de bater recordes seguidos em meio à crescente desconfiança do mercado com a postura da autoridade monetária diante da pressão cambial.

Desde 20 de dezembro do ano passado o BC não realizava esse tipo de operação —retomada em agosto de 2019 e que há uma década não era utilizada.

No fim da sexta-feira, o dólar à vista caiu 0,36%, a R$ 4,6344 na venda, pondo fim a uma série de 12 altas consecutivas. Ainda assim, a cotação fechou a semana com ganho de 3,42%, o mais forte desde novembro de 2019.

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