Bancos prorrogam por até 60 dias vencimento de dívidas dos clientes

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Publicado segunda-feira, 16 de março de 2020 as 16:23, por: CdB

“A Febraban e seus bancos associados, sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus, vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda. Entendem que se trata de um choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória”, afirmou o comunicado.

Por Redação – de São Paulo

Os cinco maiores bancos brasileiros vão atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, comunicou nesta segunda-feira a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Maia elogiou a decisão dos bancos, de facilitar a vida dos clientes durante a pandemia do novo coronavírus

“A Febraban e seus bancos associados, sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus, vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda. Entendem que se trata de um choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória”, afirmou o comunicado.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta segunda-feira, em reunião extraordinária, medidas para facilitar a renegociação de dívidas numa resposta aos potenciais impactos do coronavírus sobre a economia brasileira. O governo também dispensou os bancos de aumentarem o provisionamento no caso de repatriação de operações de crédito realizadas nos próximos seis meses.

Medidas

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerou positivas as medidas econômicas aprovadas nesta segunda-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em resposta aos impactos do coronavírus sobre a economia brasileira, e disse que será necessário investir mais do que os 5 bilhões de reais inicialmente destinados para combater a doença.

Segundo Maia, a crise do coronavírus tem dimensão tão grande que tornou menor o impasse entre o governo e o Congresso a respeito do Orçamento Impositivo, uma vez que a prioridade de gastos este ano passou a ser o enfrentamento ao coronavírus.

Maia ressaltou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que será preciso garantir renda aos trabalhadores informais que serão diretamente afetados pelo surto, assim como a manutenção dos empregos.

Provisionamento

O presidente da Câmara acrescentou que o Congresso vai trabalhar em busca de construir consensos para fazer avançar os projetos apresentados pelo Executivo para o enfrentamento ao coronavírus

— Queremos ajudar o governo a ter todas as condições para enfrentar crise do coronavírus, com qualquer Orçamento que seja. Nosso conflito político será tratado depois — afirmou.

O deputado considerou positivas as medidas anunciadas mais cedo pelo CMN para facilitar a renegociação de dívidas.

Em uma frente, o governo dispensou os bancos de aumentarem o provisionamento no caso de repatriação de operações de crédito realizadas nos próximos seis meses. Em outra medida, o governo ampliou a folga de capital do sistema financeiro nacional em R$ 56 bilhões, permitindo que a capacidade de crédito seja elevada em R$ 637 bilhões.

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