Bandidos têm ordens para matar policiais, diz delegado

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Publicado segunda-feira, 7 de maio de 2018 as 13:11, por: CdB

Carregosa afirmou que a estrutura empresarial organizada pelo tráfico e pelas milícias monta um esquema de ordens para proteger as áreas em que atuam

 

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

Em funcionamento há pouco mais de um ano e meio, o Núcleo de Investigação de Mortes de Policiais do Rio de Janeiro, sob o comando do delegado Marcelo Carregosa, da Delegacia de Homicídios, chegou a algumas conclusões. A principal delas é que há ordens de dentro dos presídios Fluminenses para que criminosos matem policiais. A orientação vem dos comandos do tráfico de drogas e também das milícias.

Carregosa disse que a tendência é só acirrar a violência no Rio de Janeiro

Carregosa afirmou que a estrutura empresarial organizada pelo tráfico; e pelas milícias monta um esquema de ordens para proteger as áreas em que atuam. Estas ordens variam para as distintas regiões: há locais em que a determinação é para evitar confronto; enquanto em outros é o oposto.

– O que ocorre é o seguinte: eles têm que se armar para evitar; que outros criminosos entrem na área deles. Agora como eles vão reagir ao policial vai depender da ordem de quem chefia aquele local – disse o delegado.

Carregosa disse que a tendência é só acirrar a violência no Rio de Janeiro: “Isso acaba também aumentando muito a violência na cidade. Se você tem uma ordem de atacar os policiais, acaba aumentando muito os confrontos e todos os danos que isso pode causar”, afirmou.

Mortes

Levantamento da Agência Brasil mostra que 44 policiais foram mortos apenas neste ano – dos quais 42 militares e dois civis, inclusive um delegado e um inspetor. No último dia 3, o capitão da Polícia Militar Stefan Contreiras, de 36 anos, foi assassinado por criminosos que emparelharam uma moto com a dele.

– A hipótese mais forte é de latrocínio (matar para roubar) como também a hipótese de execução. A gente está trabalhando exatamente com esses dois lados para o crime – disse o delegado.

Toneladas de maconha

Paralelamente às investigações de ataques e assassinatos de policiais, a Secretaria de Segurança Pública do Rio intensifica o combate ao tráfico de drogas e armas. Na sexta-feira; agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam quase duas toneladas de maconha escondida no fundo falso de uma carreta; que vinha do Paraná. A descoberta foi feita na rodovia Presidente Dutra (BR-116) em Itatiaia (RJ).

Os policiais faziam uma blitz e desconfiaram do nervosismo do motorista durante a abordagem. A droga estava escondida no assoalhado da carreta, onde estavam acondicionadas centenas de tabletes de maconha. O motorista, de 27 anos, confessou que entregaria a droga em Itaguaí, região metropolitana do Rio.

O caso foi encaminhado à Polícia Federal. O motorista foi indiciado por tráfico de entorpecentes, cuja pena varia de 5 a 15 anos de reclusão. Ele ficará detido enquanto aguarda julgamento.

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