Bangladesh sediará teste de estágio final de vacina contra covid-19

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Publicado segunda-feira, 20 de julho de 2020 as 11:20, por: CdB

A agência estatal de pesquisa médica de Bangladesh aprovou um teste de Fase 3 de uma possível vacina contra covid-19 sendo desenvolvida pela chinesa SinoVac Biotech, já que as infecções estão aumentando no país sul-asiático densamente povoado.

Por Redação, com Reuters e DW – de Daca/Berlim/Londres

A agência estatal de pesquisa médica de Bangladesh aprovou um teste de Fase 3 de uma possível vacina contra covid-19 sendo desenvolvida pela chinesa SinoVac Biotech, já que as infecções estão aumentando no país sul-asiático densamente povoado.

Foto de ilustração mostra frasco com rõtulo de vacina contra covid-19
Foto de ilustração mostra frasco com rõtulo de vacina contra covid-19

A SinoVac está buscando voluntários fora da China porque os casos de coronavírus em sua terra natal diminuíram, disse um membro do comitê nacional de aconselhamento técnico criado por Bangladesh para enfrentar a covid-19.

O teste, a ser realizado pelo Centro Internacional de Pesquisas de Diarreia de Bangladesh (ICDDR,B), pode começar no mês que vem.

– Demos permissão ética para o teste depois de analisarmos o protocolo de pesquisa – explicou Mahmood Uz Jahan, diretor do Conselho de Pesquisa Médica de Bangladesh (BMRC), à Reuters.

Voluntários

O teste envolverá 4,2 mil voluntários, disse Jahan. O estudo será realizado em sete hospitais especializados no tratamento de infecções do novo coronavírus em Daca, a capital de Bangladesh, disse uma autoridade do ICDDR,B sob condição de anonimato.

Um representante da SinoVac disse à agência inglesa de notícias Reuters que está aguardando a aprovação oficial de Bangladesh.

Um funcionário de alto escalão do Ministério da Saúde bengalês, que não quis ser identificado, disse que não deve surgir nenhuma objeção do governo, já que Bangladesh “teria prioridade” se o desenvolvimento da vacina for bem-sucedido.

Até domingo, Bangladesh tinha 204.525 casos confirmados de coronavírus e 2.618 mortes.

A potencial vacina desenvolvida pela SinoVac começará a ser testada no Brasil nesta segunda-feira, em um estudo liderado pelo Instituto Butantan ligado ao governo do Estado de São Paulo, com 9 mil voluntários.

A parceria da SinoVac com o Butantan prevê a transferência de tecnologia da vacina e a produção dela no instituto paulista, caso os estudos comprovem sua eficácia.

Pfizer e BioNTech

A empresa alemã de biotecnologia BioNTech e a farmacêutica norte-americana Pfizer relataram nesta segunda-feira dados adicionais de sua vacina experimental contra o coronavírus que mostraram que ela é segura e induziu resposta imunológica nos pacientes.

Os resultados se referem a um teste feito na Alemanha com 60 voluntários saudáveis e são divulgados após as companhias anunciarem mais cedo neste mês dados de um teste em estágio inicial correspondente feito nos Estados Unidos.

Rússia

A Rússia anunciou nesta segunda-feira ter concluído com sucesso a fase de ensaios clínicos de uma vacina contra a covid-19. Os testes foram realizados no Hospital Militar Central Burdenko, em Moscou, em conjunto com o Centro Nacional de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya.

Em comunicado, o Ministério da Defesa russo afirmou que o segundo grupo de voluntários recebeu alta nesta segunda-feira. As autoridades também anunciaram que “os resultados das análises mostram de forma inequívoca que todos os voluntários desenvolveram uma resposta imunitária como resultado da vacina” e que ela não provocou “complicações” ou “reações indesejadas”.

Os voluntários foram vacinados em 23 de junho e serão submetidos em 4 de agosto a uma nova série de análises de controle para confirmação dos resultados e inocuidade da vacina. Segundo o Ministério da Defesa, os ensaios clínicos foram realizados “em concordância com a metodologia científica e com a legislação em vigor, sem encurtar os prazos da investigação para que sejam evitados riscos posteriores”.

Na quinta-feira passada, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá acusaram o país de tentar roubar informações de pesquisadores que procuram uma vacina contra a covid-19. As três nações alegaram que o grupo de hackers APT29 , também conhecido como Cozy Bear e The Dukes e que “quase certamente atua como parte do serviço de inteligência russo”, atacou instituições de pesquisa acadêmicas e farmacêuticas envolvidas no desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus. Não foi informado se alguma informação foi realmente roubada.

O Cozy Bear foi identificado por Washington como um dos dois grupos de hackers ligados ao governo russo que invadiu a rede de computadores do comitê nacional do Partido Democrata e roubou e-mails antes das eleições presidenciais de 2016.

A Rússia registra oficialmente mais de 770 mil casos de covid-19 e mais de 12 mil mortes em decorrência da doença. Em todo o mundo, já foram registrados mais de 14,5 milhões de infecções e mais de 606 mil óbitos, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. Mais de 210 países e territórios registraram infecções desde o primeiro caso reportado na China, em dezembro de 2019, de acordo com a agência inglesa de notícias Reuters.

A rápida propagação da doença fez diversos países acelerarem estudos sobre uma vacina capaz de conter o novo coronavírus, chamado de Sars-Cov-2. Pesquisadores de todo o mundo correm contra o tempo para tentar concluir em poucos meses etapas de testes normalmente desenvolvidas ao longo de anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no total, existem no mundo 160 iniciativas para desenvolver uma vacina.

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